quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

"Escândalos elevam risco de carteira de crédito de bancos brasileiros, diz Fitch", por Jornal "Folha de São Paulo"

Quem lê com um olhar mais detalhista os posts do blog, sabe o quanto tenho sido "questionador" sobre o "ainda presente bull-market do setor bancário-financeiro brasileiro", especialmente bancos.....

Ok......Banco do Brasil parece ter se distanciado de Bradesco e Itaú....

A reportagem abaixo começa a dar um pouco mais ênfase na preocupação sobre a carteira de crédito dos bancos brasileiros, ainda que reconheça o pior cenário para os bancos públicos....

Obviamente a minha opinião não remete a apenas "esse tipo de problema-desafio".....temos inúmeros outros...

Enfim......vamos a matéria de hoje, com crédito "Folha de São Paulo"

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/01/1572317-escandalos-elevam-risco-de-carteira-de-credito-de-bancos-brasileiros-diz-fitch.shtml

Escândalos elevam risco de carteira de crédito de bancos brasileiros, diz Fitch

SÃO PAULO, SP - O risco de carteiras de crédito de muitos bancos brasileiros que incluem os setores de construção e petróleo cresceu com os escândalos de corrupção da Petrobras.
A análise é da agência Fitch, que divulgou nesta quinta-feira (8) uma nota sobre o assunto.

De acordo com a agência, as investigações da Operação Lava Jato, que envolvem as maiores construtoras do país, aumentaram os desafios para o setor bancário brasileiro.

Isso porque pode haver dificuldades com empréstimos já feitos, como necessidade de provisões para perdas e/ou reestruturações de empréstimos em 2015, especialmente para grandes bancos públicos.
O último episódio de classificação de risco ligado ao escândalo foi o rebaixamento da construtora OAS pela Fitch na quarta-feira (7), que havia feito um corte na nota no dia 2 de janeiro.
Em novembro, a agência colocou todas as construtoras brasileiras avaliadas em perspectiva negativa devido a preocupações sobre os impactos financeiros das investigações.

BANCOS PÚBLICOS

O país sofre com o pequeno crescimento do PIB em 2014 (a expectativa da Fitch é de expansão de 0,3%), taxas de inflação elevadas e desvalorização do real. Para a agência, essas condições econômicas fracas para as empresas do país devem continuar em 2015 e ressalta que quase 35% dos empréstimos de bancos brasileiros são para o setor corporativo nacional.

A Fitch diz que os casos de corrupção podem reduzir o apetite do mercado internacional de capitais pelo risco brasileiro, além de diminuir a disponibilidade local de crédito, afetando a liquidez das companhias.

Os mais afetados pela deterioração de ativos ligados ao petróleo e à construção, segundo a nota, são os bancos públicos. Isso pelo crescimento agressivo dos empréstimos feitos a esses setores nos últimos quatro anos.
Essas instituições também seriam as mais suscetíveis a interferências políticas, que podem fazê-las elevar os empréstimos a setores estruturais, que têm sito gargalos para o crescimento do país.

As empresas de gás e petróleo, além das indústrias de construção civil, se encaixam nesse perfil, o que faz os bancos públicos estarem mais expostos a esses segmentos.