terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Seção "O Dia em que o FED aumentou a taxa de juros": "Brian e os planos para Brenda" - 23-12-2014

O Blog deu início a uma nova fase para a Seção "o Dia que o FED amentou a taxa de juros" no mês anterior, mais precisamente no dia 28-11-2014

Aqui, o link :http://pracompraroupravender.blogspot.com.br/2014/11/o-dia-em-que-o-fed-aumentou-taxa-de.html

Aquele foi o primeiro post da nova fase.

Portanto, o repassarei logo abaixo pra "reforçar um pouco" e criar imediatamente o link para o segundo post que vai logo em seguida

Vamos aos 2 posts, o primeiro publicado em 28-11-2014 e o segundo publicado hoje, dia 23-12-2014


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Post publicado em 28-11-2014

Eram 11:45 da manhã de uma sexta-feira e Brenda Enterson acabara de desembarcar no Aeroporto de Guarulhos, São Paulo.  Estava cansada . E havia motivos para isso.


Além do trabalho estressante inerente ao seu cargo de Diretora de Renda Variável no Mixton Bank, passara a semana inteira pensando e se preparando para o Thanksgiving, o tradicional Dia de Ação de Graças . Para os americanos, uma data tão tradicional quanto o Natal, onde normalmente toda a família se encontra e agradece todos os bons momentos vividos ao longo do ano. É uma data, acima de tudo, de agradecimento, de gratidão. 


Na quarta-feira, véspera do feriado, Brenda estava ansiosa em rever toda a família em Boston, onde nascera e crescera. .Ao sair do escritório, situado num moderno prédio na 69 Street, no coração de Manhattan, passou numa delicatessen e separou uma garrafa de vinho tinto e uma torta de chocolate, itens que prometera a sua mãe para o almoço


De Boston, ainda voltaria para Nova York no fim da tarde para pegar o vôo que a levaria direto para São Paulo, no Brasil.


Antes de procurar seu contato no saguão do Aeroporto de Guarulhos, já na manhã de sexta-feira no Brasil, o lado workaholic de Brenda falou mais alto.


Smartphone na mão, queria saber como estavam os mercados futuros de commodities, depois de saber, mesmo no dia do feriado americano, que o barril de Petróleo rompera a faixa de US$ 70, uma queda de mais de 7% num só dia. 


 Brenda só tinha olhos para o seu smartphone. Nada a preocupava mais naquele momento do que estar conectada novamente ao mundo financeiro. Procurava o  link para o site da Bloomberg,  notícias no "The Wall Steet Journal" e alguns outros que costumava navegar. 


Queria estar antenada no "macro", antes de tocar o solo brasileiro; antes mesmo de começar a se ajustar a sua nova casa nos meses seguintes, São Paulo.


Em 15 minutos, já absorvera muita coisa; já estava "a par" dos vários preços das commodties, dos mercados futuros de ações americanos e europeus.


Não percebera que agora estava sozinha no saguão; não havia mais ninguém por perto; e sua mala andava solitária na esteira do aeroporto.


Inclinou-se pra pegá-la, e finalmente acelerou o passo para procurar o "contato".

Atravessada a porta da "imigração" e do "desembarque", lá estava um homem de uniforme azul e amarelo com uma placa "Brenda Enterson".

Era ele. 

Mala na mão e apenas uma maleta do seu notebook no ombro, Brenda e seu "contato" no Brasil  entraram num carro estacionado 5 minutos dali.

- "Senhora Brenda. Tenho orientações para levá-la para um hotel no Bairro de Moema". Falou Tarcísio num inglês fluente para Brenda.


"Ok. O que tenho anotado é isso mesmo. Hotel em Moema", disse Brenda.


O trânsito da capital paulista já estava menos pesado; afinal, já era 1 da tarde. Assim, Brenda finalmente dava entrada no hotel apenas 50 minutos depois de sair do Aeroporto.


Começava naquele instante uma nova vida para Brenda Enterson. 


Havia alcançado uma trajetória profissional impressionante nos últimos 12 anos. Em 2002, com apenas 21 anos, havia entrado no Mixton Bank como estagiária. 2 anos depois, já operava na mesa de renda fixa. 3 anos se passaram, e lá estava Brenda na meda de renda variável do Mixton. 6 anos depois, chegara a Diretora de Renda Variável, ou seja, com apenas 32 anos. Assim, estava no cargo há apenas 1 ano; e com um novo desafio pela frente.


E, por que o Brasil ?


Dos 6 anos em que operava na mesa de renda variável do Mixton, 2 deles Brenda especializou-se em cobrir os mercados emergentes. Portanto, o Brasil não era "player desconhecido"


E o Mixton Bank via algo no Brasil, a despeito do conturbado momento político. E Brenda fazia parte desse processo



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Novo post

Brian Floshton, o chefe de Brenda, era "raposa velha" no mercado.


Viveu intensamente os anos loucos da década de 70 e 80 como operador de renda fixa num dos maiores bancos de investimento de Wall Street, o Trashfter Investments.


A época do Choque do Petróleo em 73-74, o aumento exponencial das taxas de juros americanas em seguida para conter o risco inflacionário associado e seu impacto nas dívidas externas dos países em desenvolvimento,  o boom dos junk bonds sob a liderança do polêmico Michael Milken nos anos 80 ; tudo isso, Brian assistiu e conviveu.


Aliado a essa experiência,  aprofundou seu background ao voltar para a Universidade e finalizar um PHD em Economia pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), após sua graduação em Administração pela Harvard University 5 anos antes.


Brian sabia do potencial de Brenda Enterson. Assim como ele, cursara Administração em Harvard, mas com um PHD em Economia pela Princeton University


Antes da ida de Brenda para o Brasil, conversara com ela sobre várias coisas; de amenidades a questões específicas sobre o novo país no qual passaria um bom número de meses dali em diante.


Brenda chegaria ao Brasil no início do segundo mandato da Presidente Dilma Rousseff, eleita semanas antes, depois da eleição mais disputada dos últimos 25 anos.


Brenda e Brian estavam conscientes do momento delicado pelo qual o Brasil passava. O quadro fiscal não era confortável, o dólar ganhara mais de 50% nos últimos 2 anos e meio frente ao Real, moeda brasileira e a inflação se mostrava resistentemente alta, mesmo com uma forte desaceleração econômica em curso.


Enfim, os desafios eram muitos para o país em que Brenda viveria seus próximos meses.


Mas estar ali era importante.


Brenda seria os olhos de Brian no maior mercado financeiro da América Latina.


Por outro lado, Brenda não tirava os olhos do mundo. Estava atenta aos movimentos do FED, do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra.