segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Já temos uma "Venezuela" no Brasil....o Estado do Rio de Janeiro..1 milhãozinho de reais por "qualquer barraco"vai virar o simbolo da "Era Venezuela do RJ"

Já temos uma "Venezuela" no Brasil !!

Sim !.....o Estado do Rio de Janeiro.....

Estado onde nasci...

Não quero escrever uma tese de Mestrado ou Doutorado.....

Mas sempre foi difícil entender o Estado do Rio de Janeiro.....quem mora e nasceu no Estado tem dificuldades de apresentar diagnósticos para várias situações; das mais simples às mais complexas.

Em todos os campos.....

Parte dessa opacidade reside no fato de tentar descolar o Estado do Rio de Janeiro de sua história, de suas raízes presas ao "Brasil-Império".....

Pra entender o Rio de Janeiro, é preciso voltar bem lá atrás.....ainda assim, a tarefa é sempre complicada.

Inegável também desconsiderar que a ida para Brasilia como Capital Federal ao mesmo tempo em que fundiram o antigo Estado da Guanabara (atual cidade do Rio de Janeiro) com o antigo Estado do Rio de Janeiro ( todo o "resto" que não estava na "atual cidade do Rio de Janeiro") parece ter prejudicado a visão dos políticos e aqueles que pensavam o Estado, contaminando sua trajetória nas décadas seguintes.

O que temos hoje, "a grosso modo", é um Estado sem forte visão empreendedora, dependente do petróleo e da burocracia estatal.

Não é pouca a parcela da população economicamente ativa que "só pensa" num concurso público.

É esse o "emprego dos sonhos" do "fluminense" (aquele que nasce no Estado do Rio de Janeiro)...

Agora, pensemos no seguinte cenário.

Uma Petrobrás em crise, o barril de petróleo entrando numa era "baixista" , em que as apostas de um barril acima dos US$ 100 parecem cada vez mais distantes, e um país em franca desaceleração econômica...

Esse cenário é o pior cenário para o Estado do Rio de Janeiro....

O Estado do RJ não sofre apenas coma a desaceleração da Economia.....ele sofre muito mais, já que uma Petrobrás em crise, assim como o viés baixista do Petróleo, afeta o coração da economia fluminense.

E, agora ?

Rio de Janeiro e São Paulo são as cidades onde a Bolha Imobiliária é mais visível.

No entanto, o Rio de Janeiro representa o ápice da aberração de preços dos imóveis.

Diga-se , de passagem, a aberração está em todos os preços no Rio de Janeiro; mas nos imóveis temos a insanidade total.

Tanto na Venda como no aluguel.

Qualquer "barraco de 70m2" na Zona Sul do Rio de Janeiro, é oferecido a R$ 1 milhão......

Há visível recuo nesses preços nos últimos 3-6 meses; porém, ainda em patamares "bizarros"

Mas o cenário acima descrito, junto com a aproximação de "outro folclore" , que são as Olimpíadas, levará o fluminense para a "REALIDADE".

Talvez o estouro da Bolha Imobiliária no Rio de Janeiro seja tão espetacular quanto sua explosão

Se você pensou em comprar algum imóvel no Rio de Janeiro, pense 10 vezes.....

Há bairros no Rio de Janeiro onde você poderá comprar imoveis, daqui 3-4-5 anos, com descontos de 60-70%

Fiquem abaixo com o cenário nebuloso que se aproxima do Estado do Rio de Janeiro na matéria apresentada pelo Jornal "O GLOBO" de hoje, dia 22-12-2014

Se há alguma região no Brasil que se aproxima da Venezuela em termos de dependência do petróleo hoje em dia, essa região é o Estado do Rio de Janeiro

http://oglobo.globo.com/economia/rio-sera-mais-afetado-empresarios-ja-pedem-ajuda-ao-governo-14889318

Rio será o mais afetado, e empresários já pedem ajuda ao governo
Somente no setor naval previsão é de fechamento de 2.500 vagas
POR O GLOBO
21/12/2014 6:00

Com quase um terço do PIB vindo do setor de petróleo, o Rio de Janeiro será o estado mais atingido pelos problemas da Petrobras e pela baixa cotação da commodity no mercado internacional. A indústria de óleo e gás tinha R$ 143 bilhões em investimentos previstos entre 2014 e 2016, sendo que a estatal responderia por 85% do total. Assim, mesmo antes de a Petrobras anunciar qual será a redução de investimentos, a economia fluminense já amarga demissões, queda de salários e problemas em negócios.

O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Júlio Bueno, afirmou que a falta de pagamento da estatal a fornecedores já ameaça a economia do Rio.

- Estamos passando por uma crise, e isso afetará o Rio. Diariamente, empresas me procuram pedindo ajuda. A gente tenta contatar a Petrobras. Não tem jeito. Num primeiro momento, devemos ter problemas, demissões - prevê Bueno, que estima recuperação rápida da empresa.

No setor naval fluminense, o clima é de incerteza e medo. Essa é a avaliação de Edson Carlos Rocha da Silva, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói e coordenador do setor naval da Confederação Nacional dos Metalúrgicos. Segundo ele, o Rio de Janeiro, um dos principais polos navais do Brasil, corre o risco de fechar 2,5 mil postos de trabalho ao longo do próximo ano, considerando apenas o fim dos atuais contratos de dois estaleiros.

Vital Lopes, presidente da Log-In, de serviços de cabotagem, diz que a crise de caixa da Petrobras já afeta o mercado desde 2013. No início do ano, a empresa participou de concorrência para fazer a logística de transporte dos produtos de Abreu e Lima. Como a refinaria atrasou, até hoje não há decisão sobre a licitação.

Maurício Canedo, pesquisador da FGV, diz que é difícil estimar o impacto dos problemas no Rio, pois depende de definições importantes da Petrobras:

- O Rio é o estado mais dependente de petróleo e o setor afeta quase tudo em volta. Diversos municípios são totalmente dependentes desta indústria.

No mercado de locação de espaços corporativos carioca, as empresas de petróleo estão reduzindo a estrutura atual ou optando por prédios que garantam custo de aluguel menor, diz Ricardo Varella, vice-presidente da consultoria Colliers, no Rio:

- O setor de óleo e gás responde por metade do mercado de aluguel de espaços corporativos no Rio. Cerca de 10% deste grupo já renegociaram contratos, derrubando o preços em 20%.

Giovanna Dantas, gerente executiva da área de óleo e gás da Michael Page, afirma que o mercado de colocação de profissionais e executivos do setor está muito fraco neste ano. Ela conta que, após a euforia de 2012, quando a OGX (atual OGPar, em recuperação judicial), de Eike Batista, inflacionou o mercado, o momento é de redução nos salários de até 40%:

- Uma engenheira de processos, por exemplo, que ganhava R$ 25 mil mensais, ficou desempregada e agora conseguiu se colocar no mercado com um salário de R$ 18 mil. Ela preferiu dar um passo atrás no seu rendimento para continuar no mercado. Quanto mais tempo desempregado, mais difícil é a recolocação - disse Giovanna.