quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

"Em carta, Dilma pede ajuda do mercado para País crescer", por Revista Exame

Depois de interferir nos preços e tarifas de energia praticados pelas elétricas......

Depois de interferir nos preços dos derivados de petróleo praticados pela Petrobrás....

Depois de jogar a taxa de juros pra menos de 8% ao ano, mesmo com uma inflação resistentemente alta, contrariando qualquer livro de Teoria Econômica sugerido a um estudante  de 2o.período de Economia ou Administração....

Depois de passar 4 anos sendo tolerante com a inflação....

Depois de passar 4 anos sendo tolerante com a "responsabilidade fiscal"....

Depois disso tudo, a Presidente Dilma Rousseff pede "ajuda do mercado" para crescer.....

Matéria crédito: Revista Exame

http://exame.abril.com.br/mercados/noticias/dilma-pede-participacao-do-mercado-para-pais-crescer

MERCADOS 03/12/2014 10:29
Em carta, Dilma pede ajuda do mercado para País crescer

São Paulo - A presidente Dilma Rousseff enviou uma carta ao mercado apontando as medidas que devem ser tomadas em seu segundo mandato. A carta foi lida pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, em um evento do JP Morgan, na última segunda-feira.

Na carta, Dilma afirma que a economia brasileira está passando por um momento de transição e que o País ainda é impactado pelo lento crescimento mundial.

Para os próximos anos, a presidente afirma que o foco do governo será a recuperação do crescimento da economia, do controle da inflação e do fortalecimento das contas públicas.

Dilma pede ainda ajuda ao mercado para a “construção de um novo ciclo de desenvolvimento da economia brasileira.”

Leia a carta na íntegra

MENSAGEM DA PRESIDENTE DA REPÚBLICA, DILMA ROUSSEFF, POR OCASIÃO DA OPPORTUNITIES CONFERENCE

Brasília, 2 de dezembro de 2014

A economia brasileira passa por um momento de transição, no qual ainda sofremos os efeitos externos do lento crescimento mundial - inclusive, a redução dos preços das commodities.

Apesar deste cenário, temos conseguido manter a inflação dentro do intervalo estabelecido pelo governo, bem como temos sustentado uma baixa taxa de desemprego.

O crescimento da economia tem estado abaixo do que todos nós esperávamos no início do ano - tanto no governo como no mercado - e isso tem se traduzido num desempenho fiscal menor do que o previsto.

Para os próximos anos, nossa prioridade é recuperar a capacidade de crescimento da economia, com controle rigoroso da inflação, e fortalecimento das contas públicas e, assim, garantirmos o emprego e a renda.

A nova equipe econômica trabalhará em medidas de elevação gradual, mas estrutural, do resultado primário da União, de modo a estabilizar e depois reduzir a dívida bruta do setor público em relação ao PIB.

Também continuaremos a melhorar nossa política de aumento do investimento e de produtividade do trabalho, pois é isso que sustenta um crescimento mais rápido do PIB e dos salários reais, com estabilidade macroeconômica.

As iniciativas em análise envolvem tantas reformas do lado fiscal, para adequar a taxa de crescimento do gasto público ao crescimento da economia, quanto maior desenvolvimento financeiro, com aumento da participação de fontes privadas no financiamento de longo prazo, em especial, da infraestrutura.

Olhando para 2015 e além, contamos com a participação do mercado na construção de um novo ciclo de desenvolvimento da economia brasileira, em que pretendemos continuar nossa política de inclusão social e geração de igualdade de oportunidade para todos os brasileiros e brasileiras. Para isso, a profundidade, a diversidade e a qualidade regulatória do nosso mercado financeiro terão um papel cada vez mais relevante.

Felicitamos, portanto, o JP Morgan por essa ocasião de promover o diálogo do Brasil com os investidores internacionais e desejamos grande sucesso para cada um dos presentes.

Dilma Rousseff