sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Uma nova fase para a Seção "O Dia em que o FED aumentou a taxa de juros"......."Brenda Enterson e um novo desafio no Brasil"

Começa aqui uma "nova fase" para a Seção que chamei de um tempo pra cá de "O Dia em que o FED aumentou a taxa de juros".

Essa "nova fase" estará inserida dentro de uma "história", dentro de uma "narrativa".

Nesse caso, a história de "Brenda Enterson".

A periodicidade com que essa história será contada continua "flexível", isto é, sem a rigidez e a necessidade de compreender datas ou tempos rígidos.

Agora, talvez menos rígido ainda, dado o fato de corresponder a uma "narrativa".

Mas, acho que ficará melhor. Menos "formal", mais lúdica, a despeito do tema.

Obviamente, não cabe contar aqui todo o objetivo.

Se não, perde "um pouco da graça".

A história terá a sua própria dinâmica, mas acima de tudo, terá, implicitamente ou não, como pano de fundo a dinâmica do FED americano em conduzir a sua política monetária.

Então, vamos lá......

Espero que gostem....

Obs: O texto sempre será escrito em negrito



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Eram 11:45 da manhã de uma sexta-feira e Brenda Enterson acabara de desembarcar no Aeroporto de Guarulhos, São Paulo.  Estava cansada . E havia motivos para isso.

Além do trabalho estressante inerente ao seu cargo de Diretora de Renda Variável no Mixton Bank, passara a semana inteira pensando e se preparando para o Thanksgiving, o tradicional Dia de Ação de Graças . Para os americanos, uma data tão tradicional quanto o Natal, onde normalmente toda a família se encontra e agradece todos os bons momentos vividos ao longo do ano. É uma data, acima de tudo, de agradecimento, de gratidão. 

Na quarta-feira, véspera do feriado, Brenda estava ansiosa em rever toda a família em Boston, onde nascera e crescera. .Ao sair do escritório, situado num moderno prédio na 69 Street, no coração de Manhattan, passou numa delicatessen e separou uma garrafa de vinho tinto e uma torta de chocolate, itens que prometera a sua mãe para o almoço

De Boston, ainda voltaria para Nova York no fim da tarde para pegar o vôo que a levaria direto para São Paulo, no Brasil.

Antes de procurar seu contato no saguão do Aeroporto de Guarulhos, já na manhã de sexta-feira no Brasil, o lado workaholic de Brenda falou mais alto.

Smartphone na mão, queria saber como estavam os mercados futuros de commodities, depois de saber, mesmo no dia do feriado americano, que o barril de Petróleo rompera a faixa de US$ 70, uma queda de mais de 7% num só dia. 

 Brenda só tinha olhos para o seu smartphone. Nada a preocupava mais naquele momento do que estar conectada novamente ao mundo financeiro. Procurava o  link para o site da Bloomberg,  notícias no "The Wall Steet Journal" e alguns outros que costumava navegar. 

Queria estar antenada no "macro", antes de tocar o solo brasileiro; antes mesmo de começar a se ajustar a sua nova casa nos meses seguintes, São Paulo.

Em 15 minutos, já absorvera muita coisa; já estava "a par" dos vários preços das commodties, dos mercados futuros de ações americanos e europeus.

Não percebera que agora estava sozinha no saguão; não havia mais ninguém por perto; e sua mala andava solitária na esteira do aeroporto.

Inclinou-se pra pegá-la, e finalmente acelerou o passo para procurar o "contato".
Atravessada a porta da "imigração" e do "desembarque", lá estava um homem de uniforme azul e amarelo com uma placa "Brenda Enterson".

Era ele. 
Mala na mão e apenas uma maleta do seu notebook no ombro, Brenda e seu "contato" no Brasil  entraram num carro estacionado 5 minutos dali.

- "Senhora Brenda. Tenho orientações para levá-la para um hotel no Bairro de Moema". Falou Tarcísio num inglês fluente para Brenda.

"Ok. O que tenho anotado é isso mesmo. Hotel em Moema", disse Brenda.

O trânsito da capital paulista já estava menos pesado; afinal, já era 1 da tarde. Assim, Brenda finalmente dava entrada no hotel apenas 50 minutos depois de sair do Aeroporto.

Começava naquele instante uma nova vida para Brenda Enterson. 

Havia alcançado uma trajetória profissional impressionante nos últimos 12 anos. Em 2002, com apenas 21 anos, havia entrado no Mixton Bank como estagiária. 2 anos depois, já operava na mesa de renda fixa. 3 anos se passaram, e lá estava Brenda na meda de renda variável do Mixton. 6 anos depois, chegara a Diretora de Renda Variável, ou seja, com apenas 32 anos. Assim, estava no cargo há apenas 1 ano; e com um novo desafio pela frente.

E, por que o Brasil ?

Dos 6 anos em que operava na mesa de renda variável do Mixton, 2 deles Brenda especializou-se em cobrir os mercados emergentes. Portanto, o Brasil não era "player desconhecido"

E o Mixton Bank via algo no Brasil, a despeito do conturbado momento político. E Brenda fazia parte desse processo