segunda-feira, 21 de agosto de 2017

CAC França e FTSE Londres se aproximam da MA200.....DAX Alemanha volta a encostar na MA200....PSI Portugal em congestão

Todos os 4 principais índices de ações da França, Reino Unido, Alemanha e Portugal abaixo:

CAC França e FTSE Londres se aproximam da MA200 (linhas vermelhas abaixo).....

DAX Alemanha volta a encostar na MA200 (linha vermelha abaixo)....

PSI Portugal em congestão

CAC e DAX ainda balizados por LTB's

CAC França, diário, escala logarítmica



FTSE, diário, escala logarítmica




DAX Alemanha, diário, escala logarítmica




PSI Portugal, diário, escala logarítmica







sábado, 19 de agosto de 2017

Dow Jones resvala na MA50 e SP500 perde a LTA de 8 meses

Dow Jones resvala na MA50 e SP500 perde a LTA de 8 meses

MA50 (linha azul abaixo) do Dow Jones passa em 21.620 pontos....Ontem, o índice bateu na mínima, 21.640 pontos....

Tem uma LTA mais longa passando na faixa de 21.500, interessante ponto de pullback

SP500 perdeu a LTA marcada abaixo de 8 meses.....faixa de 2.400-2.420 é faixa suporte forte...
Perder a faixa de 2.400 pode levar a uma correção mais forte até 2.350

Dow Jones, diário, escala logarítmica




SP500, diário, escala logarítmica






sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Bovespa....mais "bull-market" no curto prazo, impossível.....questão de tempo o rompimento dos 69.500

Bovespa....mais "bull-market" no curto prazo, impossível.....questão de tempo o rompimento dos 69.500

Abaixo, tempo horário....correções nem chegam a ir na MA200 (Linha vermelha)

IBOV, tempo horário, escala logarítmica





VALE3 pronta para ir nos 36,00 ?

Vamos fazer uma análise um pouco mais detalhada da VALE3

Abaixo, 3 tempos gráficos: "horário", diário e semanal

Horário e diário em claros topos e fundos ascendentes. portanto, ainda em tendência de alta

No tempo horário, vemos também uma MA200 (em linha vermelha) balizando o papel; agora, parece um canal de alta também dando consistência aos topos e fundos ascendentes

VALE3, tempo horário, escala logarítmica




No tempo diário, bom baixa volatilidade, vemos o papel também ainda embicado pra cima, e ainda operando acima da MA50 (em linha amarela) e da MA200 (em linha vermelha) MA50 cruzada pra cima sobre a MA200; portanto, fortes sinais ainda na direção da COMPRA

VALE3, dário, escala logarítmica




No semanal, mais 2 importantes sinais também numa sustentação da tendência de alta do papel.

Quando houve uma correção um pouco mais forte, o papel se utilizou da MA50 em linha amarela pra balizá-lo.

Mais.....MACD está cruzado na compra já há 2-3 semana,...e histograma passou pra linha acima de zero também há 2-3 semanas, dando compra no SEMANAL 


VALE3, semanal, escala logarítmica





Suas irmãs na Europa, BHP, Anglo American e Rio Tinto etêm gráficos semelhantes, todas operando acima das MA's50 (em linha azul abaixo)  e MA's 200 (em linha vermelha abaixo), e com topos e fundos ascendentes, portanto, sinais de tendência de alta ainda.

No gráfico da Rio Tinto, o quarto abaixo, ainda coloquei o tempo SEMANAL, com 2 toques precisos na MA50 (em linha azul) na última correção. Bate e "quica"

BHP , Diário, Londres


Anglo American, diário, Londres




Rio Tinto, diário, Londres




Rio Tinto, SEMANAL, Londres




Vamos agora ao gráfico da ADR VALE em Nova York

Gráfico semanal.....também na última correção toca 2 vezes na MA50 em linha azul
MACD e histograma, tempo SEMANAL, também já em modo compra

ADR VALE, Semanal, escala logarítmica




Por fim, vamos ao gráfico do COBRE, importante barômetro para as mineradoras

Numa forte perna de alta foi até a faixa de 2,80 no início do ano....corrigiu e não só foi buscar a faixa de 2,80, como rompeu essa faixa há 2-3 semanas, buscando e testando nesse momento a faixa de 3,00.

MACD e histograma em modo COMPRA no SEMANAL


COBRE, Semanal, escala logarítmica




Portanto, temos otimas condições para VALE3 ainda buscar novos topos; parece que acima da 32,30 não tem muita coisa, apenas uma pequena parada na faixa de 33,40, depois olha direto para a faixa de 36,00

Pra baixo, muda tudo de figura se perder a faixa de 30,50 e, principalmente nesse momento a faixa de 30,00

Todos os gráficos de VALE e ADR VALE com os fechamentos de ontem, dia 17-8-2017
BHP , Anglo e Rio Tinto com gráficos de hoje, 9:30, hora Brasil-Brasília
















Vento que venta lá, venta cá também...VIX fecha em cima da faixa importante de 15, depois de um zigue e zague

VIX abaixo, depois da alta espetacular da semana passada até a faixa de 17,00

Caiu até a faixa de 11.....e voltou a subir hoje com quedas fortes nos mercados americanos

Alta de hoje de 32%, fechamento em 15,55.....praticamente em cima da faixa importante de 15,00 como destacado abaixo

Volatilidade vai aumentando, indicando que não estamos longe do topo da bolha....

Mas, Vento que venta lá, venta cá também....

Isso quer dizer que aumentam as chances de uma alta espetacular antes da queda final.....

Talvez a alta em pouco tempo até a faixa de 24,000 que esperamos

VIX, Diário






domingo, 13 de agosto de 2017

"Limites do autoengano? Supor que ‘nada é mais elástico que a economia’ pode ser fatal", por Pedro Malan, no Jornal "O Estado de São Paulo"

Um primoroso artigo do ex-ministro da Fazenda, Pedro Malan, durante o Governo FHC, publicado hoje no Jornal "O Estado de São Paulo".

Vamos a ele:

http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,limites-do-autoengano,70001934241

Limites do autoengano?

Supor que ‘nada é mais elástico que a economia’ pode ser fatal

Pedro S. Malan, O Estado de S.Paulo
13 Agosto 2017 | 03h00

A inimaginável tragédia que expressa o colapso econômico e o caos político da Venezuela de hoje pode constituir um ponto fora da curva, mas o fato é que não faltam experimentos populistas – de “esquerda” e de “direita” – na História da América Latina.

A carta que Perón, como presidente da Argentina, escreveu ao presidente do Chile, general Ibáñez (1953), é um dos exemplos mais admiráveis da postura que se encontra na raiz da crise venezuelana: “Dê ao povo, especialmente aos trabalhadores, tudo o que possa. Quando lhe parecer que lhes dá demasiado, dê-lhes ainda mais. Verá o efeito. Todos tratarão de assustá-lo com o fantasma de economia. É tudo mentira. Não há nada mais elástico que esta economia que todos temem tanto, porque não a conhecem”.

A data da carta é importante. O início dos anos 50, em parte por causa da guerra na Coreia, foi marcado por extraordinário aumento dos preços de exportação de países produtores de commodities, como Argentina, Brasil, Colômbia, Chile e Peru. A melhoria dos termos de troca e do volume da exportação permitiu um crescimento da renda em muito superior ao do produto doméstico, dando fôlego a certos experimentos como os sugeridos por Perón em sua carta, na suposição de que “nada é mais elástico que a economia”.

Os autores da expressão “efeito voracidade” (Tornell e Lane, 1999) no artigo que leva esse título já haviam tentado criar um modelo para explicar por que alguns países não apenas cresciam pouco, mas com frequência respondiam de maneira perversa a choques externos favoráveis – como elevações de termos de troca –, aumentando mais que proporcionalmente a “redistribuição fiscal dissipatória e investindo em projetos ineficientes”.

Vimos esse filme recentemente entre nós. Vimos também que a popularidade alcançada com esse tipo de política pode ser transitória, mas sua duração pode ser suficiente para acalentar sonhos de um “projeto” de permanência no poder no longo prazo. Como escreveu Perón na mesma carta: “É incrível até onde se pode ir neste caminho até capitalizar politicamente a massa popular. Uma vez em possessão dela, você não terá problema e o governo é uma coisa simples”.

Uma suposição endossada por muitos na América Latina nas décadas que se seguiram à carta de Perón. Inclusive no Brasil nesta segunda década do século 21, em que o governo acreditou (e levou muitos a endossar a ideia) que a aceleração do crescimento poderia ser assegurada por uma política dita “keynesiana” de caráter duradouro. Isto é, tanto pró-cíclica quanto anticíclica, já que nessa visão “gasto público é sempre investimento” em alguma coisa e teria sempre efeito multiplicador em termos de geração de renda adicional. Ainda há quem acredite nisso, apesar de todas as evidências em contrário. Quem duvida aguarde os discursos de alguns dos candidatos às eleições de 2018.

“A austeridade não é uma fatalidade” foi o mote da campanha vitoriosa de François Hollande à presidência da França, em 2012. Em artigo nesta página (13/5/2012) escrevi que a frase de efeito de Hollande expressava de forma sintética o sentimento, à época, de milhões de europeus e tinha dado renovado alento a um falso dilema; mais uma genérica dicotomia entre os “defensores da austeridade” e seus antípodas, “os defensores do crescimento”, como se essa fosse a fundamental, óbvia – e fácil – escolha europeia. E brasileira, diriam muitos.

Afinal, por que alguém preferiria sofrer as agruras da “austeridade” quando poderia, livremente, escolher maior crescimento, renda e emprego votando em quem se proponha a trazê-los de volta – pela força de sua vontade e autoproclamada capacidade para tal empreitada? No processo de tentar fazer valer a pura “força da vontade política” em condições muito adversas, governos podem tornar a situação ainda mais insustentável, como bem o sabemos.

E nas inevitáveis respostas a essas situações governos podem beirar os limites de suas capacidades (de tributar, de bem gastar, de se endividar, de reformar, de gerir, de investir), ficando tentados a seguir cursos indesejáveis de ação. Enquanto os políticos hesitam em empreender ações dolorosas, mas necessárias, para pôr a economia no rumo apropriado para o crescimento de longo prazo, os problemas se agravam e se tornam mais difíceis de resolver, levando ao aumento dos encargos da dívida pública, mais direitos (ou expectativas de direitos) frustrados ou inacessíveis. E a um crescente número de desfavorecidos.

A questão central é se políticas de aceleração do crescimento e de geração de emprego com inclusão social e redistribuição de renda estão sempre destinadas ao fracasso. A resposta é, claramente, não. Mas isso exigiria uma atenção muito, mas muito maior a certos riscos, que os populistas aparentemente não estão muito dispostos ou preparados para aceitar – especialmente na área fiscal (nível, composição e eficiência tanto dos gastos públicos quanto da tributação), dívida pública e quanto à absolutamente necessária elevação da produtividade em seus respectivos países.

O debate sobre austeridade versus crescimento, quando generalizado, é um falso debate. Assim concluí meu artigo de maio de 2012: “Por certo, há limites para a austeridade, que podem ser de natureza econômica ou político-sociais, e que sempre dependem do contexto específico de cada país. Mas também é verdade que há limites para o crescimento, que são ou deveriam ser conhecidos. Governos não decidem, por meio de atos de vontade política, quais serão as taxas de crescimento futuro de uma economia”.

Em resumo, há limites para austeridade, há limites para o crescimento e há limites para o voluntarismo. Nenhum deles é uma fatalidade. Ainda bem. O que pode ser fatal é a recusa a reconhecer realidades (e irrealidades) fiscais, os principais fatores de risco para uma moeda – e para o crescimento –, na suposição de que “nada é mais elástico que a economia”

*Pedro S. Malan, economista, foi ministro da Fazenda no governo FHC





Até o ex-Presidente do BC, Afonso Celso Pastore, fala no índice VIX.....Mas, vamos ao título de sua ótima entrevista publicada hoje no Jornal "Folha de São Paulo": "Situação externa favorável deixou o mercado bêbado, diz Celso Pastore"

Até o ex-Presidente do BC, Afonso Celso Pastore, fala no índice VIX.....

Sim...

Em sua ótima entrevista reproduzida abaixo, em dado momento, para explicar a "calmaria" dos mercados mundiais, ele cita o índice VIX....Falou no patamar de 80 pontos...depois, 10.....a entrevista foi dada antes de sua explosão na quinta-feira até 17 pontos

Sim....

Ele está certo......nada....absolutamente nada justifica o estágio atual do mercado brasileiro....

em vários ativos.....vários....principalmente bancos....sim.....eles....os bancos...

Mas, o mercado é o que está aí.....

Dow Jones em 22.000....bateu 22.180 a semana que passou......

23.000 ??....24.000 ???....25.000 ?

Quem vai saber...

Há uma luta desesperada dos agentes econômicos por rentabilidade.....rentabilidade de 0% por 7 anos, como vimos ? Ainda em 1%-1,25% ?

Então....que se busquem outras rentabilidades...

A culpa é dos Bancos Centrais espalhados pelo mundo....especialmente FED, BCE e Banco da Inglaterra.

É uma bolha...tudo é grande bolha.......uma hora vai estourar.....

Vamos a ótima entrevista publicada hoje no Jornal "Folha de  São Paulo": "

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2017/08/1909427-situacao-externa-favoravel-deixou-o-mercado-bebado-diz-celso-pastore.shtml

Situação externa favorável deixou o mercado bêbado, diz Celso Pastore

RAQUEL LANDIM
DE SÃO PAULO

13/08/2017  02h00

O economista Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, afirma que o mercado não está punindo como deveria o governo Temer pelo descontrole fiscal.

"O mercado está bêbado com uma situação internacional extremamente favorável", diz, ao explicar a queda do risco-país e do câmbio.

Ele acredita que o presidente não tem força política para elevar impostos e fazer a reforma da Previdência, medidas essenciais para equilibrar a dívida pública.

Folha - O senhor está preocupado com a situação das contas públicas?

Affonso Celso Pastore - A situação fiscal é grave. O crescimento da dívida pública é absolutamente insustentável em razão do aumento do gasto. A gestão Temer tomou a iniciativa de passar uma emenda constitucional congelando as despesas reais [descontada a inflação].

Mas não congelou os gastos com a Previdência e ainda deu aumento para o funcionalismo. Esses, juntos, representam 80% dos gastos públicos. Portanto, a primeira restrição fiscal de Temer é cumprir o teto de gastos em 2018.

O senhor vê riscos de que o teto de gastos seja descumprido?

Cumprir o teto não é uma escolha. Está na Constituição. Se o congelamento de gastos não for mantido, a dinâmica da dívida pública explodirá.

A dívida pública em proporção ao PIB já estava em 50% com Dilma, chegou a 75% quando Temer assumiu e está indo para 80%. É por isso que o governo precisa tanto da reforma da Previdência.

Mas a primeira dúvida que surge para qualquer cidadão é como um governo que gasta boa parte do seu capital político só para se manter no poder vai conseguir apoio para isso [aprovar a reforma].

O senhor ainda acredita na aprovação da reforma?

Não vejo como. A idade mínima para a aposentadoria precisa de 308 votos na Câmara, que o governo não tem. Daí começam a falar em dar uma "arrumadinha". O problema é que uma idade mínima menor gera uma economia menor.

Precisamos também de equalização dos benefícios pagos a funcionários públicos, militares etc. com o INSS. Temos de fazer uma reforma justa socialmente que caiba no Orçamento. Se o governo tivesse força política, é isso o que faria. Ele agora quer descobrir qual é o tamanho da sua força. Também não sei, mas a minha suspeita é que ela seja muito pequena.

A expectativa é que o governo eleve a meta de deficit fiscal de 2017 e de 2018. Essa revisão é necessária?

A meta fiscal é a segunda restrição que o governo enfrenta. Hoje, temos um deficit de 2% do PIB e precisamos de um superavit de cerca de 1,5% num cenário otimista para reduzir a dívida pública em relação ao PIB.

Com a queda de arrecadação provocada pela crise, o governo disse que ia fechar o buraco com receitas não recorrentes, mas não conseguiu.

A segunda fase de repatriação de capital não saiu. A Câmara transformou o Refis num projeto indecoroso que favorece os próprios deputados e precisa ser vetado.

O governo também não foi capaz de aprovar a reoneração da folha de pagamento. Contava com a receita das concessões, mas não conseguiu fazer os projetos.

Em resumo: a previsão de receita se frustrou não apenas por causa da recessão mas também porque não aprovaram as medidas extraordinárias propostas.

Nesse cenário, o senhor acha que a revisão da meta fiscal é inevitável?

Acho que o governo vai assumir que não consegue cumprir. O problema é que confiança se pode ter em qualquer número que seja apresentado.

A equação atual só fecha com aumento de imposto e corte de gasto. Mas, do mesmo jeito que o governo não tem força para aprovar a reforma da Previdência, também não consegue subir imposto.

Temer falou em elevar o Imposto de Renda, mas logo voltou atrás.
Não vejo como fechar esse buraco sem aumento de imposto e sem corte de gastos. Vai ser preciso fazer as duas coisas.

Elevar o Imposto de Renda prejudica muito as pessoas. Eles soltaram o balão de ensaio e enfrentaram uma enorme oposição. De onde vem essa oposição?

Se o governo estivesse fazendo um ajuste fiscal bem-feito, se tivesse aprovado a reforma da Previdência, se estivesse visivelmente produzindo resultados, teria apoio.

Não quero dizer que não há resultados positivos. A política monetária está indo bem: a inflação foi ancorada, e a taxa de juros vem caindo. Estou me referindo à batalha no campo fiscal.

O risco Brasil está baixo, e o dólar recuou. Se a situação é tão ruim, por que o mercado não reage?

Porque o mercado está bêbado com uma situação internacional extremamente favorável. Nunca tivemos no mundo uma liquidez tão alta e um grau de aversão a risco tão baixo.

Não é o real que aprecia ou o CDS (risco-país) brasileiro que cai. São as moedas de todos os emergentes que estão se valorizando.

Com os Estados Unidos subindo os juros menos que o esperado e com a Europa ainda injetando liquidez, os capitais migram para os países emergentes.

O índice Vix, que mede aversão a risco, chegou a bater entre 60 e 80 pontos e hoje está abaixo de 10 —um mínimo histórico.

O desempenho do câmbio não significa que o mercado não reconheça que existe um problema fiscal ou que acredite que o Temer tem força política para resolvê-lo.

Os investidores sabem que existe um risco. Mas a alta demanda por ativos brasileiros mascara o problema e o mercado não pune o governo como deveria.

Apesar do desarranjo das contas públicas, a economia está se recuperando. Por quê?

O motor da recuperação é a queda da taxa de juros. O desajuste das contas ainda não provocou uma piora na inflação porque a economia está muito fraca.

O BC cortou um ponto porcentual da taxa Selic e deve cortar mais. O consenso de mercado hoje é que os juros estejam em 7,5% no fim do ano, e acho que é por aí mesmo.

Como a economia ainda não se recuperou, temos uma força desinflacionária muito forte. Os preços administrados [tarifas, como as de energia elétrica] tendem à estabilidade, enquanto os preços dos bens duráveis têm deflação.

A economia está tomando uma rota de recuperação sem desequilíbrio inflacionário, mas isso não resiste a desequilíbrio fiscal permanente.

No longo prazo, desajusta a política monetária e provoca uma situação caótica. Só não sabemos quando isso vai ocorrer. Num cenário muito favorável, pode continuar até o próximo governo.

É melhor empurrar o problema até 2018 ou trocar o governo agora?

Não me compete opinar sobre a permanência ou não do governo. O que eu acho é o seguinte: governos sem força política têm desempenhos econômicos piores.

O desempenho econômico do governo Temer, portan- to, será pior do que poderia ser se não tivesse perdido força política.

O que um novo governo eleito em 2018 deveria fazer?

O Brasil já entrou e saiu de várias crises. Temos uma crise fiscal e precisamos resolver.

Mas também precisamos fazer reformas microeconômicas, abrir a economia, parar de dar "bolsa empresário", tirar os subsídios do BNDES.

É uma agenda conhecida, e boa parte está na "Ponte para o Futuro", que Temer soltou lá atrás.

Estava também na cabeça de Armínio Fraga [ex-presidente do BC], quando ele ainda estava ao lado de Aécio Neves [ex-candidato do PSDB à Presidência flagrado pedindo dinheiro a um empresário].

O Brasil vai ter que executar essa agenda mais cedo ou mais tarde, respeitando e reforçando as suas instituições.

RAIO-X

Nascimento: 19 de junho de 1939, em São Paulo

Formação: doutor em economia pela Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo

Carreira: sócio-fundador, presidente e consultor da A.C.Pastore & Associados; presidiu o BC entre setembro de 1983 e março de 1985 




sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O Canal de alta do Dow Jones

O Canal de alta do Dow Jones

Dow Jones, diário, escala logarítmica





O Canal de alta do SP500....e o gráfico do "SPXA50R" (reflete o percentual de papéis acima da MA50)

O Canal de alta do SP500....e o gráfico do "SPXA50R" (reflete o percentual de papéis acima da MA50)

Vejam no segundo gráfico abaixo, o do "SPA50R", o toque novamente no suporte forte de 43...

SP500, Diário, escala logarítmica




SPXA50R, Diário, escala logarítmica









DAX Alemanha resvala na MA200 e para nos 12.000 pontos

DAX Alemanha resvala na MA200 e para nos 12.000 pontos

O índice EUR não respeitou a MA200 hoje, perdendo-a no intraday e no fechamento

O principal índice de ações da Alemanha, o DAX, também está preso a uma LTB; porém, hoje, ao bater na mínima em 11.934, resvalou na MA200 , em linha vermelha abaixo, que passa em 11.916 pontos.

DAX, Diário, escala logarítmica





Índice "EUR" (Euro Top Index) afunda mais 1% e continua feio....parou no forte suporte de 2.850 pontos

Índice "EUR" (Euro Top Index) afunda mais 1% e continua feio....parou no forte suporte de 2.850 pontos

Ainda depende de romper a LTB Longa destacada abaixo pra pensar em melhoras no curto prazo.

EUR, Diário, escala logarítmica





Mesmo com ligeira queda de hoje, índice "EEM" (Mercados emergentes) nem chegou a tocar a LTA, base do canal de alta destacado aqui ontem

Mesmo com ligeira queda de hoje, índice "EEM" (Mercados emergentes) nem chegou a tocar a LTA, base do canal de alta destacado aqui ontem

Mínima de hoje em 42.72...fechamento em 42.92, alta de 0,23%

EEM, Diário, escala logarítmica








Perspectiva dos 24.000-24.300 para o Dow Jones cancelada depois da forte queda de ontem nos mercados mundiais ? Não....por ora....Índice "DJW" (Dow Jones Global Index) também anda sobre canal de alta longo e sobre MA50

Perspectiva dos 24.000-24.300 para o Dow Jones cancelada depois da forte queda de ontem nos mercados mundiais ? Não....por ora....Índice "DJW" (Dow Jones Global Index) também anda sobre canal de alta longo e sobre MA50

MA50 em linha azul abaixo...

Bateu na base do canal hoje....LTA.....MA50

DJW, Diário, escala logarítmica





Índice VIX, espelho de volatilidade e Hedge do SP500, explode 44% e toca a faixa de 16, mesmo nível de abril desse ano, uma alta de 65% em apenas 3 dias

Índice VIX, espelho de volatilidade e Hedge do SP500, explode 44% e toca a faixa de 16, mesmo nível de abril desse ano, uma alta de 65% em apenas 3 dias

VIX, Diário, escala logarítmica





Índice "EUR" (Euro Top Index) voltou a sentir fortemente sua LTB, mas resvala hoje na sua MA200.....Vejam o que o índice fez há 2 anos quando encontrou sua MA200

Índice "EUR" (Euro Top Index) voltou a sentir fortemente sua LTB.

Canalzinho de baixa claro abaixo

 Mas, hoje, ao tocar na mínima em 2.878 pontos, resvalou na MA200 (linha vermelha), faixa de 2.874 

Vejam no segundo gráfico abaixo o que o índice fez há 2 anos quando encontrou sua MA200 no retângulo azul mais à esquerda

O índice bateu na MA200 e repicou forte......em menos de 10 dias, subiu 10% aproximadamente

EUR, Diário, escala logarítmica




EUR, Diário, escala logarítmica, período 2 anos










Índice "EEM" (Mercados emergentes) ainda dentro do canal de alta mesmo com a queda forte nos mercados mundiais de hoje.....falta 0,5% pra tocar a base do canal, também por onde passa MA50

Índice "EEM" (Mercados emergentes) ainda dentro do canal de alta mesmo com a queda forte nos mercados mundiais de hoje.....falta 0,5% pra tocar a base do canal, também por onde passa MA50

Abaixo, vemos claramente o canal respeitado...

Curiosamente, a base do canal praticamente coincide com a MA50 (Linha azul) nos últimos 5 meses

EEM, Diário, escala logarítmica 





terça-feira, 8 de agosto de 2017

Mercados europeus também armam perna forte de alta...índice "EUR" (Euro Top Index) fecha "em cima" de LTB de 2 meses e meio

Mercados europeus também arma perna forte de alta...índice "EUR" (Euro Top Index) fecha "em cima" de LTB de 2 meses e meio

Vejam as divergências altistas de IFR14, MACD e histograma marcadas nos retângulos

Fechamento hoje em 2.45 pontos, alta de 0,33%


EUR, Diário, escala logarítmica










domingo, 6 de agosto de 2017

Acabou a correção do dólar no mundo inteiro ? Possivelmente sim, depois do toque do índice Dolar na M200, tempo SEMANAL, depois de 3 anos

Acabou a correção do dólar no mundo inteiro ? Possivelmente sim, depois do toque do índice Dolar na M200, tempo SEMANAL, depois de 3 anos

Vejam abaixo, o toque semana passada na faixa de 92,30, exatamente por onde passa uma MA200 (linha vermelha), no tempo SEMANAL, depois do índice se distanciar muito dela, quando o mesmo, a partir de meados de 2014, disparou, saindo da faixa de 80 para a faixa de 100.

Temos mais pontos interessantes a ressaltar.

Vejam que a faixa de 92,30 também é importante faixa de suporte no que mais parece uma congestão longa; aqui, de 2015 até hoje, intervalo de 92-102.

Outro ponto a destacar, como vemos abaixo nos retângulos vermelhos. Temos o indicador IFR14, no tempo SEMANAL, sobrevendido, abaixo da região de 30. 

Reparem em outros movimentos nos últimos 10 anos. Em todos os retângulos vermelhos marcados, IFR14 tangencia a faixa de sobrevenda, patamar de 30, e engata fortes movimentos pra cima.

Por fim, é importante destacar no segundo gráfico abaixo, TEMPO SEMANAL, a figura gráfica interessante de "martelo" deixada no fechamento da semana passada, figura muito associada a reversões de tendência.

LTB's muito claras abaixo vistas nessa descida forte do índice dolar nos últimos meses

Índice dolar, SEMANAL, escala logarítmica, período 12 anos



Índice dolar, SEMANAL, escala logarítmica, período 3 anos







sábado, 5 de agosto de 2017

"Privilégio do servidor público é um dos maiores problemas do país, diz juiz do trabalho", por Portal BBC

Matéria publicada ontem no Portal BBC..

Aqui, o texto completo....mais abaixo, parte da matéria

http://www.bbc.com/portuguese/brasil-40809686


Privilégio do servidor público é um dos maiores problemas do país, diz juiz do trabalho

Camilla Veras Mota - @cavmota
Da BBC Brasil em São Paulo

4 agosto 2017

O servidor público é um dos maiores problemas que o Brasil tem hoje". É com essa afirmação polêmica que o juiz do Tribunal Regional do Trabalho do Paraná (TRT-9) Marlos Melek defende que o país precisa ter um Estado menor.
Um dos oito integrantes da comissão que redigiu a nova legislação trabalhista no início do ano, aprovada pelo Congresso, Marlos Melek argumenta que parte do funcionalismo é engrenagem de uma grande burocracia alimentada pelo pagamento excessivo de impostos, que goza de benefícios aos quais a maioria dos brasileiros não tem acesso.

"Nós precisamos pagar menos impostos e, para isso, não tenho dúvidas, isso passa necessariamente por uma racionalização do serviço público do Brasil."

Para ele, a única maneira de acabar com os privilégios é por meio de uma reforma da Constituição, que corrigiria todas essas assimetrias de diretos de uma vez só. "Aí ninguém vai se sentir otário", diz.
Apesar de considerar que a remuneração dos magistrados, que há sete anos não têm aumento real, esteja defasada, o paranaense não concorda com o pedido da categoria de reajuste de 16,38% em 2017, percentual também pleiteado pelos procuradores. A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, tem demonstrado resistência para incluir a demanda no orçamento da Corte, que será votado no próximo dia 9.
Hoje com 41 anos, Melek começou a trabalhar aos 14, em uma pequena torneria mecânica em Curitiba. Foi dono da marca de cosméticos Ramelk, que chegou a ter, sob sua gestão, 3 mil funcionários. Como empregador, foi processado cinco vezes e fez acordo em uma.
Há 13 anos é juiz e atualmente faz parte do grupo de trabalho convocado pela Presidência para implementar a Reforma Trabalhista e discutir as mudanças que serão feitas na lei via Medida Provisória.
Leia a seguir os principais trechos da entrevista concedida à BBC Brasil.

BBC Brasil - O senhor mudaria algo na lei trabalhista que entra em vigor em novembro?

Marlos Melek - O que eu mudaria no texto? Eu delimitaria, mostraria pra sociedade brasileira que nem todo mundo pode ser autônomo.
Autônomo é aquele que, além de trabalhar por conta própria, sem subordinação da relação típica de trabalho, tem lei própria que regulamenta a possibilidade de ele ser autônomo. Como, por exemplo, o motorista de carga, o representante comercial, o corretor de imóveis. Para que a sociedade brasileira não interprete que todo mundo pode ser autônomo.

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BBC Brasil - Em suas palestras, o senhor costuma dizer que os servidores públicos estão entre os maiores problemas do país. Em que sentido?

Melek - Hoje nós temos um Estado que é muito grande, que se intromete demais na vida das pessoas. E nós temos, nesse aspecto, um problema que me parece bastante grande, que é o servidor público.
Veja, eu não me refiro, quero deixar muito claramente aqui, ao policial Marcos, de 37 anos, que morreu assassinado com um tiro na cabeça em plena luz do dia em Minas Gerais, em um assalto a banco quando estava defendendo a sociedade; não me refiro à professora que está lutando para dar aula no interior de Minas Gerais, do Ceará, muitas vezes ganhando um salário hostil, um salário ridículo.
O que eu quero dizer com "o problema é o servidor público" não é nem a figura do servidor em si, mas um sistema que gera esse servidor público.
O exemplo mais patente que eu dou é do ônibus. Para rodar um ônibus no Brasil você precisa de seis licenças diferentes: a do órgão de transporte municipal, da Embratur, da ANTT, licenciamento, emplacamento, IPVA... o que está por trás de tudo isso? Um monte de servidor público. Por que tem que ter seis carimbos para rodar um ônibus no Brasil? Porque atrás de cada carimbo tem três, quatro servidores públicos. Isso custa muito caro.
Isso sem falar que muitos servidores públicos têm privilégios que precisam ser eliminados. Penso que deveríamos fazer uma lista profunda de todos os privilégios que existem no Brasil - o fato de um deputado, por exemplo, depois de dois mandatos, poder se aposentar - e eliminar todos ao mesmo tempo. Aí ninguém vai se sentir otário.
Não adianta alguém falar aqui, "eu vou abrir mão, como um paladino da justiça, de um benefício que eu tenho, de um privilégio que eu tenho". Nada justifica esses privilégios que levam a críticas, seja do servidor público, seja da iniciativa privada.
Nós temos realmente que acabar com todos os privilégios no Brasil. O servidor público é um problema nesse sentido. Nós precisamos pagar menos impostos e, para isso, não tenho dúvidas, isso passa necessariamente por uma racionalização do serviço público do Brasil. É nesse sentido que eu digo que o servidor público hoje é um problema no Brasil.

BBC Brasil - O senhor diz que o ideal é que não haja "paladinos", mas que a gente faça tudo de uma vez só. Como isso seria possível?

Melek - Com uma reforma constitucional, não tenho dúvidas. O ser humano sempre sofre um abalo com qualquer mudança. Ninguém, em sã consciência, individualmente posto, vai dizer "olha, eu topo, como servidor público, que a partir de agora não tenha estabilidade". Ninguém, em sã consciência, vai dizer "eu topo trabalhar mais".
Precisamos de uma reforma constitucional que retire simultaneamente todos esses privilégios. É o único mecanismo que eu vejo que poderia criar esse choque de cultura e de gestão no Brasil, assim como fez a reforma trabalhista na relação capital e trabalho.

BBC Brasil - Em seus quase 15 anos de magistratura, o que viu nesse sentido? São comuns no Judiciário casos em que auxílios e gratificações são usados por juízes e procuradores para furar o teto constitucional.

Melek - Sabe que, na Justiça do Trabalho, eu não vejo. Eu, por exemplo, não tenho nem plano de saúde. A população desconhece que, hoje, o juiz federal do trabalho está há exatamente sete anos sem aumento.
E aí, se você pegar reajuste, que é a reposição da inflação, o último que aconteceu foi há cerca de cinco anos e foi de 5%. Por isso que o governo nos deu esse auxílio-moradia (de R$ 5,8 mil), que está previsto em uma lei muito antiga. Assim ele ainda economizou, é importante que a população saiba. Eles pagam só para os que estão na ativa e não pagam nem um centavo para os que estão aposentados, que estão sem reajuste e sem auxílio-moradia.
Esse negócio de 'vale paletó', de motorista, gasolina. Eu lhe asseguro aqui: meu contracheque está na internet, meu subsídio é de R$ 14,5 mil por mês (segundo o portal da Transparência do TRT-9, este é o valor líquido da remuneração de juiz do trabalho substituto; o valor bruto é de R$ 27,5 mil), é isso que eu ganho.

BBC Brasil - Então o senhor é favorável ao aumento de 16,38% pleiteado pela categoria?

Melek - Neste momento, apesar de a magistratura estar há sete anos sem reajuste, vou ser bem sincero, eu tenho dito isso nos grupos de magistratura dos quais participo: eu não penso ser razoável, neste momento histórico do Brasil, em que nós temos 13 milhões de desempregados, não sou favorável a nenhum tipo de reajuste para a magistratura neste momento.
Se for possível aos tribunais, com o orçamento que eles próprios têm, remanejar alguma verba, como verba para obras, aí eu seria favorável, porque isso não onera o Estado. Quando o Brasil voltar a crescer, quando tiver melhores condições de empregabilidade para o seu povo, a magistratura pode negociar com o governo toda essa reposição de perdas.

BBC Brasil - O senhor recebe pelas palestras que vem dando desde a publicação do livro (Trabalhista! E agora?, lançado pela editora Estudo Imediato)?

Melek - Eu não ganho dinheiro diretamente com as palestras, eu aufiro direitos autorais do meu livro. A editora que me dá suporte, cobra pelo deslocamento de um empregado, alguma coisa para montar a palestra, por conta dos custos que ela tem. Não são valores elevados. Até onde eu sei não passa de R$ 5 mil, isso já inclui passagens aéreas, a estada de quem é escalado para ir.
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>.

BBC Brasil - Como dono de empresa, o senhor chegou a tomar algum processo, esteve do outro lado da mesa?

Melek - Sim. Em dez anos de empresa, eu tive no máximo cinco ações trabalhistas no Brasil inteiro. Eu era muito cuidadoso, até porque eu gosto desse tema. Ninguém era demitido sem aviso. Dessas cinco ações, fiz acordo na primeira, que realmente eu não pagava RSR (repouso semanal remunerado) sobre comissões, porque eu não sabia que tinha que pagar, foi um descuido. Eu, reconhecendo que estava errado, paguei.
As outras causas foram de franqueados em que o trabalhador postulava a responsabilidade subsidiária da franqueadora. Nesses casos, a Justiça afastou a responsabilidade porque a lei é expressa, diz que o franqueador não responde pelos débitos trabalhistas do seu franqueado. Nós ganhamos essas causas por ilegitimidade de parte.





quinta-feira, 3 de agosto de 2017

E vamos que vamos.....Michael Wilson, estrategista do Morgan Stanley, diz que SP500 pode ir nos 2.700 pontos, isto é, 9% acima do ponto atual

E vamos que vamos.....Michael Wilson, estrategista do Morgan Stanley, diz que SP500 pode ir nos 2.700 pontos, isto é, 9% acima do ponto atual

Vocês pensam que essa História de subir 10% em cima de 29% é brincadeira ?

Sim...

É o que registra a matéria publicada hoje no "MarketWatch"

Aqui, abaixo, apenas a passagem do texto em que há o registro

Toda a matéria aqui: http://www.marketwatch.com/story/dow-22000-means-the-worst-is-yet-to-come-2017-08-03

The Standard & Poor’s 500 SPX, -0.14%  , the benchmark U.S. stock index, is trading at 19 times this year’s expected profits — by some measures 40% higher than traditional norms. It has held up as long as it has partly because first-half profits were better than expected, says Morgan Stanley strategist Michael Wilson, who says the S&P 500 can climb another 225 points to 2,700. But profit forecasts for the year are only a little better than they were several months ago, when stocks were much lower.








quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Índice "XLF" (Setor financeiro americano) rompe a faixa de 25,00-25,20 no fechamento e "dá gás" a idéia de uma ida rápida do Dow Jones à faixa de 24.000-25.000.....IFR14 está em 75, mas vejam que no "Pós-Trump" ele resvalou em 90

Índice "XLF" (Setor financeiro americano) rompe a faixa de 25,00-25,20 no fechamento e "dá gás" a idéia de uma ida rápida do Dow Jones à faixa de 24.000-25.000.....IFR14 está em 75, mas vejam que no "Pós-Trump" ele resvalou em 90

Isso dá pra ver no primeiro círculo abaixo quando logo após a eleição americana e vitória de Trump, o índice Dow Jones vai direto até a faixa de 20.200, numa alta de 10% em 45 dias.

Essa faixa de 21.800 rompida 2 dias atrás junto com o rompimento de 25,20 do "XLF" pode ser a ignição para uma alta muito rápida até os 24.000-25.000 completando um dos mais impressionantes Bull-Markets americanos em toda sua história.....uma bolha sem precedentes.....

Vamos acompanhar


Dow Jones, diário, escala logarítmica





XLF, diário, escala logarítmica





GGBR4 no limite de um triângulo

Vejam abaixo uma LTA Longa desde fev-2016 balizando GGBR4

Tabmbém dá pra ver uma LTB um pouco mais curta balizando o papel.....assim, temos um triângulo....

Mais 2,3 dias saberemos pra onde vai romper...

GGBR4, Diário, escala logarítmica, horário 16:30






Em menos de 5 dias, uma nova contagem , um novo placar para o Dow Jones....alta acumulada desde jun-2016 agora está em 29% com a máxima do Dow Jones de hoje em 22.036 pontos

Em menos de 5 dias, uma nova contagem , um novo placar para o Dow Jones....alta acumulada desde jun-2016 agora está em 29% com a máxima do Dow Jones de hoje em 22.036 pontos








terça-feira, 1 de agosto de 2017

Por que devemos pensar seriamente na faixa de 24.000-25.000 pontos para o Dow Jones e uma posterior queda de 70%-80% ?

Por que devemos pensar seriamente na faixa de 24.000-25.000 pontos para o Dow Jones ?

Há poucos meses eram poucos os artigos espalhados pelo mundo que expressavam preocupação com uma bolha em curso nos mercados mundiais e, em especial, nos mercados americanos.

No entanto, essa dinâmica mudou muito nas últimas semanas.

Há vários artigos tentando discutir e explicar o que acontece hoje por toda a parte; explicar o nível dos ativos acionários e seus movimentos nos últimos meses, principalmente quando falamos de volatilidade

Não é a primeira vez que exponho o gráfico de 100 anos abaixo do Dow Jones com as linhas de tendência abaixo destacadas

Mas, dessa vez, deixarei não apenas o toque de uma dessas linhas lá próximo aos 24.000

Uma delas, passa pouco acima dos 22.000 pontos.

Na linha que leva o Dow Jones do topo em 2.289 pontos em outubro de 1915 até o topo em 7.466 pontos em dezembro de 1965, temos uma relação de aproximadamente 3,20

Se levarmos a mesma proporção para um último toque antes de uma nova perna de baixa, teremos 24.300 pontos.....em algum momento mais à frente o toque nessa faixa bate na linha destacada que vem lá dos 2.289 pontos.

Queda ?

Ora se contarmos que essa pode ser de fato a "mãe de todas as bolhas", inflada escandalosamente por todos os principais bancos centrais do mundo, teríamos a mesma proporção de queda dos anos 30 e 60 em dólar e ajustada pela inflação, isto é, de 70% a 80%

Isso levaria o Dow Jones pra perto de 7.500 pontos, também coerente com a base de uma das linhas destacadas abaixo

Dow Jones, período 100 anos, ajustado pela inflação e em escala logarítmica
Fonte: macrotrends.net



"O dilema da meta" , por Miriam Leitão

Artigo publicado hoje por Miriam Leitão em sua coluna no Jornal "O Globo"

http://blogs.oglobo.globo.com/miriam-leitao/post/o-dilema-da-meta.html

O dilema da meta

POR MÍRIAM LEITÃO

01/08/2017 06:01

Antes de admitir ontem que a meta pode ser alterada, o ministro Henrique Meirelles viveu um dilema. Alterar o tamanho do déficit para caber o estouro extra do orçamento pode aumentar o pessimismo e ter efeitos concretos na economia. Perseguir a meta de forma inflexível vai parar a administração. Não cumpri-la tem consequências políticas. Nos últimos dias, todas as miragens de arrecadação foram sumindo.

Sempre esteve fora de questão fazer o mesmo que Dilma, que descumpriu a meta e depois enviou uma medida provisória para o Congresso no fim do ano para convalidar o estouro ocorrido. Mas, antes de jogar a toalha, que é o que começa a fazer, a equipe econômica fez de tudo: aumentou imposto, puxou o cobertor daqui e dali, trocou dinheiro de lugar e elevou o contingenciamento.

Várias previsões de receita foram despencando, como o Refis e a nova lei da repatriação. Perdeu-se um pouco do previsto para a receita do novo imposto com a correção do erro no PIS/Cofins do etanol. E agora na virada do mês ficou claro que a receita com a venda das hidrelétricas da Cemig também tinha ficado mais incerta. Meirelles conseguiu ontem dizer uma coisa e o seu contrário: admitiu a análise da mudança da meta mas diz que permanece a mesma. É que mudar a meta pedindo previamente ao Congresso é aceitável do ponto de vista legal, mas talvez tenha consequências econômicas, na visão de um integrante da equipe econômica:

— Mudar a meta é um retrocesso de curto prazo, a não ser que seja por questões pontuais. Os juros futuros que haviam subido no dia 17 de maio voltaram ao ponto em que estavam. Aconteceu o mesmo com o dólar e a bolsa. O mercado financeiro aceita até atraso na reforma da Previdência, porque a convicção geral é que quem for eleito em 2018 terá que mudar o sistema de aposentadorias e pensões de qualquer maneira. Mas a âncora de longo prazo ficou incerta, portanto, há um peso maior na expectativa de curto prazo.

Há quem pense que o mercado financeiro é apenas um grupo de banqueiros malévolos que deve ser ignorado. Ele é formado também pelas decisões tomadas por todos os investidores, inclusive os pequenos. Como somos todos credores da dívida pública, se ela parecer insustentável cada poupador vai preferir comprar ativo real em vez de aplicar em títulos públicos, comprar dólar, em vez de ter apenas reais, adquirir algum ativo fora do país, dependendo do tamanho dos seus ativos financeiros. Ou seja, o “mercado”, que parece um ser incorpóreo, pode ser algo bem mais concreto. Se o pessimismo aumentar em cada investidor, pequeno ou grande, isso tem reflexos diretos no custo da dívida, no valor da moeda, na economia do país.

Para o economista Alexandre de Ázara, sócio da Mauá Capital, uma mudança de meta agora não teria tanto impacto no mercado financeiro como o que houve em 2015.

— O governo fez o que pôde, contingenciou o que podia, encaminhou projetos de reforma para o Congresso, mas houve frustração no crescimento, nas receitas, na privatização. É um cenário diferente do que houve com a Dilma, que revia a meta, aumentava os gastos e as desonerações — disse.

O grande ponto vulnerável da economia é a dívida. Ela começou a subir no governo Dilma, como resultado das decisões de gastar além da conta e não fazer reformas. A ex-presidente assumiu o país com superávit primário e dívida estável em 52%. Quando saiu, cinco anos e meio depois, o país estava com déficit, e a dívida foi a 67%, em crescimento acelerado. Na semana passada, bateu em 73%. Se fosse feita a reforma da Previdência poderia se estabilizar em 80%. Sem ela, chegará facilmente a 100%.

Antes de o presidente Temer provocar o agravamento da crise política, com aquela reunião indecorosa no Jaburu, o cenário econômico não era brilhante, mas era de melhora gradual da conjuntura, e a reforma da Previdência aprovada este ano dando um horizonte de redução dos gastos com aposentadorias e pensões. Temer por sua única culpa jogou esse cenário no fogo. Agora o que se tem é uma enorme incerteza de médio prazo. Mesmo vencendo a votação da denúncia, continuará sendo um governo fraco, refém dos piores quadros do Congresso.

(Com Alvaro Gribel, de São Paulo)