sábado, 25 de fevereiro de 2017

"Construtora PDG tem dívida de R$ 3,9 bi com bancos nacionais", por Jornal "O Estado de São Paulo"

Matéria de hoje publicada no Jornal "O Estado de São Paulo" mostra o total de R$ 3,9 B de dívida da PDG com os bancos nacionais.

Mas, não é isso que quero ressaltar na matéria, embora o número por si só seja muito alto.


Vejam a seguinte parte da matéria :

"Apesar de ser o maior pedido de recuperação do setor imobiliário, a PDG tende a fazer menos estrago, uma vez que a exposição dos bancos à empresa é menor comparado aos casos de Sete Brasil e Oi."

Como assim "menos estrago" ???

A Recuperação Judicial da PDG cria um efeito cascata.....vejam a matéria por exemplo do Jornal "O Globo" de ontem, que publiquei hoje......24 horas após o anúncio da Recuperação Judicial da PDG, outras 4 construtoras devem pedir também "Recuperação Judicial"

E isso é só o começo......vai haver um "banho de sangue"......

A corrida aos distratos, se já era alta antes, agora vai se intensificar. E vejam que coisa curiosa.....a corrida aos distratos vai se intensificar, não apenas por uma voluntariedade das pessoas, e sim, pelos próprios bancos.....ora......se todas as variáveis que rondavam o setor imobiliário já eram nebulosas, imaginem agora.....muitos financiamentos imobiliários que ainda estavam por ser analisados serão recusados.....e ainda que parte da sociedade não queira distratar seus respectivos financiamentos, ela o fará pela vontade do banco.....

Outro ponto...

Imaginem uma situação hipotética, daqui 2 anos, em que a PDG saia da "Recuperação Judicial"...no momento em que ela colocar o pé fora da "Recuperação", uma nova enxurrada de pedidos de distratos irá acontecer....e mais corrosão do caixa, que, obviamente, nem temos idéia do seu patamar lá na frente......

A situação é dramática para o setor imobiliário em qualquer cenário que pensemos e especulemos

Vamos a parte da matéria.....

Todo o texto, aqui: http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,construtora-pdg-tem-divida-de-r-3-9-bi-com-bancos-nacionais,70001679267

Construtora PDG tem dívida de R$ 3,9 bi com bancos nacionais

Recuperação judicial deve pressionar balanços de instituições como Bradesco, Itaú, BB, Votorantim, Caixa e BTG
Aline Bronzati , 
O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2017 | 05h00

A dívida da incorporadora PDG, que pediu recuperação judicial na quarta-feira, com os grandes bancos soma cerca de R$ 3,9 bilhões, apurou o Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O pedido de proteção à Justiça do grupo, se aprovado, será o maior do setor imobiliário, que tem dívidas totais de R$ 7,8 bilhões.

Por causa da crise na PDG, os bancos – Bradesco, Itaú Unibanco, Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Santander, Votorantim e BTG Pactual – devem elevar as despesas para crédito inadimplente no primeiro trimestre. O valor considera apenas as dívidas inseridas no processo de recuperação e não os valores extraconcursais.

Na prática, porém, esses bancos já vinham elevando as provisões para a PDG, considerando que a construtora já considerava pedir recuperação judicial desde o fim do ano passado, apurou o Broadcast.

Apesar de ser o maior pedido de recuperação do setor imobiliário, a PDG tende a fazer menos estrago, uma vez que a exposição dos bancos à empresa é menor comparado aos casos de Sete Brasil e Oi. Mesmo assim, o caso é considerado complexo. “A PDG é muito grande, com vários sócios e credores. Pela complexidade, a solução da empresa não seria encontrada fora de um ambiente jurídico. A recuperação judicial pode ser muito positiva”, diz um dos credores.

De olho nas recuperações judiciais, os bancos têm feito provisões em seus balanços. Juntos, Bradesco, Itaú, Santander e BB haviam separado R$ 132,6 bilhões, em dezembro, cifra 14,3% superior à registrada um ano antes, de R$ 115,9 bilhões.

Procurados, Caixa, Santander e BB não comentaram. Os outros bancos não retornaram.

Rossi. Em processo de reestruturação iniciado há dois anos, a Rossi Residencial continua a conversar com os bancos credores, como Bradesco e Banco do Brasil, para realongar suas dívidas de curto prazo, de cerca de R$ 320 milhões. Os débitos totais somam cerca de R$ 2,4 bilhões – quase metade deste valor refere-se à dívida corporativa (da holding com os bancos). A outra parte é de financiamento de projetos com bancos, que têm os imóveis como garantia.