sábado, 28 de janeiro de 2017

O que me assusta é que de fato podemos estar "dentro" da "mãe de todas as bolhas", e isso pode representar, assim como nos anos 30 e 70, uma queda nos mercados americanos entre 70% e 80%

Eu não vi até agora nenhum analista de "fora" apresentar o gráfico abaixo do Dow Jones de 100 anos da maneira como coloquei

Abaixo, temos o gráfico do Dow Jones de 100 anos....pra ser mais exato, 101 anos

Liguei alguns topos e fundos e chegamos a ele. 

O Gráfico, como pode ser visto no canto esquerdo, está ajustado em escala logarítmica e pela inflação americana.

O que temos nele pra ser discutido ?

Na Grande Depressão de 1929, o Dow Jones caiu cerca de 85%

No período da Crise do Petróleo e explosão das taxas de juros ao longo dos anos 70, tivemos uma queda de 72% aproximadamente

Os topos ligados são os de Dez-1915, Dez-1965 e Mar-2000

As maiores quedas então aconteceram após os topos de 1915 e 1965, uma diferença, portanto, de 50 ano

Se essa diferença fosse passada adiante, teríamos um novo topo em 2015, para daí termos uma queda semelhante a da Grande Depressão ou dos anos 70.

Estamos em 2017.......1 ano e meio depois aproximadamente depois de Dez-1965

No entanto, voltem a olhar o gráfico......a linha superior está passando pouco acima dos 22.000 pontos.

O Dow Jones tocou 20.120 pontos essa semana.

Registra-se uma curiosidade destacada há 2 anos por um analista em relação ao SP500

Vejam mais abaixo o gráfico do SP500 em 30 anos...

O analista simplesmente argumenta que entre 2000 e 2007, o SP500 esteve numa congestão 1.550-750 pontos.....pois o topo de 2000 foi ali por volta de 1.520 e o de 2007 por volta de 1.550...o fundo da Bolha da Internet foi por volta de 830 pontos.....e do Subprime em 730 pontos.

Assim, o objetivo do SP500, uma vez rompida essa congestão, estaria por volta de 2.300 e 2.350, cerca de 800 pontos da altura da congestão

Ora......Essa semana, o SP500 bateu 2.300 pontos.

Nada.....absolutamente nada faz mais sentido em nenhum de vários e vários mercados...

Por que  a "mãe de todas as bolhas" não poderia enviar o Dow Jones até a faixa de 22.000, por onde passa a linha superior do canal de alta de 100 anos destacada abaixo ?

Os sinais de explosões da Libor, da TED, do fortalecimento do dólar no mundo inteiro, impactando numa crise de endivdamento, enfim, vários sinais nos levam para "situações-limite"

O que vimos em 2000, na Bolha da Internet, e em 2007-2008, na Bolha da Imóveis americana, seriam apenas um aperitivo para o que virá em seguida, a "mãe de todas as bolhas", o estouro da "Bolha de Crédito", infladas pelos Bancos Centrais e, em niveis mais regionais, amplificadas por governos pupulistas, como o brasileiro.

Não é difícil especular sobre a situação de países extremamente vulneráveis, como o Brasil. Certamente, seriam muito mais impactados.....um colapso nas linhas de crédito mundiais e altas bruscas nas taxas de juros no mundo inteiro, com efeitos nos respectivos interbancários. solapariam qualquer esforço mínimo do Brasil, por exemplo, em sair do "buraco" em que se enfiou nos últimos anos.

O estouro da "mãe de todas as bolhas" teria o efeito nos mercados americanos semelhante aos dos anos 30 e 70.......o que levaria o Dow Jones para pontos próximos à linha inferior do longo canal de alta sinalizado no primeiro gráfico.....assim, poderíamos ter uma queda, já considerado o efeito da inflação, de 70%-80%

Nos mercados mundiais, façam-se as contas pra cada um, com suas inerentes vulnerabilidades ou não.

Hora de pensar se estamos de fato "na mãe de todas as bolhas" ou no mundo "Alice no país das maravilhas"



Dow Jones, escala logarítmica e ajustado pela inflação, período 100 anos




Fonte: macrotrends,net


SP500, escala logarítmica.período 30 anos, sem ajuste pela inflação

Fonte: macrotrends.net