segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

"Hoje, estamos olhando só a ponta do iceberg, os pedidos de falência e recuperação judicial aumentaram brutalmente, há um cenário de quebradeira generalizada. Tomem muito cuidado com quem fala que os bancos ainda têm balanços robustos, porque irá acontecer um reconhecimento dessas perdas muito mais forte em seus balanços neste ano", por Felipe Resende, Professor Associado da Hobarth William Smith College, no Portal Infomoney

O Economista Felipe Rezende, Professor Associado da Hobarth William Smith College, deu uma boa entrevista publicada hoje no portal Infomoney

Parece que Felipe Rezende tem cconseguido cada vez mais espaço na mídia especializada.

Andei rodando um pouco a internet, linkando coisas aqui, ali......

Primeiro ponto....

Quem é Felipe Rezende ?

Abaixo, o seu perfil, retirado da própria Universidade e que pode ser acessado aqui no link: http://www.hws.edu/academics/economics/facultyProfile.aspx?facultyID=280

Associate Professor of Economics
Joined faculty in 2010

Ph.D., University of Missouri-Kansas City
M.A., University of Missouri-Kansas City
B.A., Federal University of Rio de Janeiro, Brazil

___________________________________

Ou seja,

Felipe Rezende é Professor Associado da Hobarth William Smith College com Mestrado e Doutorado na University of Missouri-Kansas City...ainda  fez a Graduação na Universidade Federal do RJ.

Curiosamente, parece que algumas idéias defendidas por ele tem se confundido com um "suposto esquerdismo"

Tenho o acompanhado um pouco...

Sim....parece que é um economista mais próximo da Teoria Keynesiana, onde o Estado é a mola propulsora do Desenvolvimento Econômico, etc, etc....

Isso de certa forma coincide com o pensamento econômico presente na Universidade Federal do RJ até hoje.......muito diferente do pensamento econômico da PUC-RJ ou do Insper em São Paulo

UFRJ na Economia fala mais a língua da "esquerda"...PUC-RJ e Insper falam mais a lingua dos "liberais"

Não sei se podemos, por isso, "estereotipá-lo" como "esquerdista"

Enfim..........

Não vamos entrar no post nesse quesito ideológico

Por outro lado, Felipe Rezende tem, há muito tempo, voltado suas atenções para o debate em torno da crise que ronda o setor privado no Brasil.....

Aqui, no blog, tenho discutido há mais de 1 ano, o impacto da Crise Econômica Brasileira sobre os balanços dos bancos.

Felipe Rezende, nesse quesito, tem falado "a minha língua"

Na entrevista de hoje, mais uma vez, ele chama atenção para esse ponto

Toda a entrevista você pode ler aqui: http://www.infomoney.com.br/mercados/noticia/6017624/brasil-esta-pronto-para-ter-juro-real-proximo-zero-diz

O título da matéria remete para a chance do Brasil se aproximar de taxa juro real zero.

Mas, o trecho que destaquei foi outro....essencialmente, o título do post....foi novamente, o impacto da Crise Econômica sobre as empresas brasileiras, e consequentemente sobre os balanços dos bancos

Abaixo, o trecho que separei....aqui, o link com todo o texto:



Como o endividamento das empresas mudou da metade do ano pra cá ?

FR- As empresas hoje não têm fluxo de caixa para honras as despesas financeiras - é a chamada posição Ponzi. Do lado do sistema financeiro, grande parte desse problemas foi minimizado no ano passado . Os bancos fizeram uma onda muito forte de renegociação e reestruturação de dívidas para evitar a perda com calote nos balanços. Empurra-se o problema com a barriga e, no ano seguinte, em um cenário de melhora na economia, não seria necessário reconhecer perdas na forma que se antecipava. Porém, o cenário não se materializou.

Hoje, estamos olhando só a ponta do iceberg, os pedidos de falência e recuperação judicial aumentaram brutalmente, há um cenário de quebradeira generalizada. Tomem muito cuidado com quem fala que os bancos ainda têm balanços robustos, porque irá acontecer um reconhecimento dessas perdas muito mais forte em seus balanços neste ano. Não há hoje no Brasil nenhum plano efetivo de resolução de resolução da crise de endividamento do setor privado.....


Vamos lembrar que o BC não tem apenas a missão de proteger o poder de compra da moeda, mas tmbém de manter o sistema financeiro sólido e eficiente. Em um cenário de deterioração muito forte do balanço dos bancos, ele tem como parte de sua missão conter essa crise no sistema financeiro.