sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Presente de Natal às vésperas do Natal.....São Paulo dá o exemplo....vão dizer que é demagogia....demagogia ?........Vamos à matéria: "Governador congela seu salário e de mais de 7 mil servidores do Estado...Medida deve economizar até R$ 480 milhões, de acordo com as contas de técnicos do Palácio dos Bandeirantes", por Jornal "O Estado de São Paulo"

Presente de Natal às vésperas do Natal.....São Paulo dá o exemplo....vão dizer que é demagogia....demagogia ?........

O Salário do Governador está congelado desde 2014......qual o governo que é capaz de enfrentar 7-8 mil servidores num país cuja classe política tem baixa credibilidade ?

A opinião é de cada um .....sempre será respeitada....

Mas fica aqui a reflexão para outros Estados...para a União......

Que tal atitude se repita para todos os entes da FEDERAÇÃO, independente de partido político.

É preciso dar um basta na imensa disparidade entre o setor público e o privado

Não é mais possível um país que não tem Saúde e Educação decentes, mostrar 2 pessoas com cargos rigorosamente iguais, mas com salários muito desiguais; um funcionário no setor privado ganha R$ 2 mil e outro com o mesmo cargo, no setor público, ganha R$ 7-8 mil......há alguma coisa errada nisso

Vamos à matéria de 16-12-2016

Governador congela seu salário e de mais de 7 mil servidores do Estado

Medida deve economizar até R$ 480 milhões, de acordo com as contas de técnicos do Palácio dos Bandeirantes

Pedro Venceslau , 
O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2016 | 05h00

Para impedir um aumento em cascata nos altos salários limitados por teto constitucional do funcionalismo público estadual em 2017, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) determinou que sua base na Assembleia Legislativa de São Paulo congele seu próprio salário, que hoje é de R$ 21,6 mil. 
Por lei, é a Assembleia quem determina ao fim do exercício do ano corrente o subsídio para o mandato seguinte. O congelamento foi aprovado na semana passada e agora aguarda sanção do Executivo. 

Segundo cálculos de técnicos do Palácio dos Bandeirantes, a decisão vai gerar uma economia estimada entre R$ 406 milhões e R$ 480 milhões anuais nas contas do governo paulista.
Na prática, a medida impediu que fossem automaticamente reajustados os ganhos de 7.390 servidores ativos e inativos que têm salários superiores aos do governador, mas que são limitados pelo teto fixado pela Constituição Federal. 

Pressão. O salário de Alckmin está congelado desde 2014. Até a votação do projeto, havia pressão de deputados estaduais da base e da oposição para que houvesse reajuste nos vencimentos do governador, vice e secretários de Estado com base nos índices de inflação acumulados.
Estimativas da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão apontam que, se fosse usado o acumulado do IPC/Fipe para os últimos dois anos, o salário do governador seria reajustado em 16,79%. Com isso, automaticamente, seriam majorados em igual porcentual os ganhos dos mais de 7 mil servidores que esbarram no teto constitucional. 

Nas reuniões com os deputados estaduais, o secretário da Casa Civil, Samuel Moreira, argumentou que a medida garante os esforços do ajuste fiscal feito pelo tucano e sinaliza à sociedade que a crise que atinge o País exige sacrifícios. 
Pela Constituição do Estado, cabe aos deputados definir os salários do governador, de seu vice, dos secretários estaduais e dos próprios parlamentares. Atualmente, o vice Márcio França (PSB) recebe R$ 20.549 e os secretários estaduais ganham R$ 19.468 por mês.
Em dezembro de 2015, Alckmin já havia decidido manter congelado o seu salário e os vencimentos pagos ao vice-governador e aos secretários de Estado. 

Em lei publicada no Diário Oficial do Estado no sábado, 10, Alckmin determinou que continua a vigorar em 2016 a legislação de janeiro de 2015 que estabelecia a remuneração desses cargos.
Em 2015, o governo paulista publicou decreto determinando que os órgãos das administrações direta e indireta renegociem todos os contratos com custo superior a R$ 750 mil. A medida também congelou a contratação de imóveis.