quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

O ótimo e novo livro do jornalista e colunista Guilherme Fiúza, "O império do oprimido"....assim resume o "O Globo": "A história começa com a ascensão de um governo popular, que ganha as eleições prometendo acabar com a opressão de ricos contra pobres. Contudo, uma vez no poder, os novos ocupantes do palácio e dos gabinetes presidenciais vão revelando seus objetivos pouco republicanos."

Outro dia passei na Livraria e "fuçando" aqui e ali, como sempre faço, me deparei com o novo livro do Guilherme Fiúza.

Guilherme Fiúza é um dos melhores escritores que o Brasil tem; mantém uma coluna na Revista Época há um bom tempo; antes escrevia na "VEJA".

Comecei a acompanhá-lo depois que escreveu o extraordinário livro "3.000 dias no bunker", que, aliás, vai virar filme. Nele, ele conta os bastidores do Plano Real,  os detalhes de sua "pré-concepção", assim como o "D+1"; um dos melhores livros que li.

Ainda escreveu "O meu nome não é Johnny"

Agora, nos brinda com esse ótimo livro, de nome "O Império do oprimido"

Abaixo, um link para a Livraria Cultura, onde é possível vê-lo e comprá-lo, assim como sua sinopse

Mais abaixo, um texto retirado do Jornal "O Globo" de 8-11-2016, com a essência da obra e outros detalhes, de onde eu tirei parte do título do post

Pra quem gosta de um pouco de "romance" com um fundo da realidade brasileira, uma ótima dica

http://www.livrariacultura.com.br/p/o-imperio-do-oprimido-107030084#


SINOPSE

Primeira ficção inédita do autor best-seller de Meu nome não é Johnny.  O primeiro governo popular assume prometendo libertar o país da opressão dos ricos. Filha de um dos homens mais ricos do país, a jovem Luana Maxwell rompe com a família aristocrática no dia da eleição.  Sufocada, aos 25 anos, ela sai de casa só com a roupa do corpo, afrontando duplamente o pai magnata: abre mão da herança da sua rede de hotéis e vai procurar a “vida real” ao lado dos adversários políticos dele.  Sua ponte para o universo progressista é o advogado Beto Leal, seu professor de mestrado, por quem ela está fascinada. Beto acaba de criar uma ONG e Luana começa a trabalhar com ele no momento em que a organização conquista um contrato com o governo – graças ao publicitário Marivaldo Valadares, operador invisível do partido do novo presidente.  Vendo o dinheiro cada vez mais abundante nas mãos dos defensores dos pobres, Luana Maxwell vai descobrindo seu novo mundo como uma Alice no país das maravilhas progressistas: o amor, a verdade e a solidariedade num balé alucinante com as verbas, os votos e o poder.  Neste romance sobre a vida política no século 21, o jornalista Guilherme Fiuza levanta o véu das ideologias para exibir os personagens trágicos e cômicos que circulam no mercado da bondade.

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http://oglobo.globo.com/cultura/livros/guilherme-fiuza-lanca-romance-com-tons-politicos-bom-humor-20427129


Guilherme Fiuza lança romance com tons políticos e bom humor

Escritor faz paródia da situação nacional em ‘O império do oprimido’, sua estreia no gênero

   
POR LEONARDO CAZES 08/11/2016 4:30

RIO - No primeiro romance do jornalista e escritor Guilherme Fiuza, a política não podia ficar de fora. Tema de suas colunas e artigos publicados na revista “Época” e no GLOBO, ela é o cenário onde se desenvolve a ação (e bota ação nisso) de “O império do oprimido” (Planeta). A história começa com a ascensão de um governo popular, que ganha as eleições prometendo acabar com a opressão de ricos contra pobres. Contudo, uma vez no poder, os novos ocupantes do palácio e dos gabinetes presidenciais vão revelando seus objetivos pouco republicanos.

— A política, para mim, é o contexto do livro. O que eu gosto mesmo é da história original que criei. O livro tem bastante paródia da realidade brasileira recente. Muitos personagens do romance são referências a pessoas reais, são fusões de algumas pessoas. Mas não faço questão que reconheçam fulano ou beltrano da vida política brasileira — diz Fiuza.

O projeto do livro surgiu há três anos, de um convite da Editora Planeta para que o jornalista escrevesse um romance inspirado na realidade brasileira. No entanto, a história só começou a sair do papel em novembro do ano passado. Fiuza mantém o hábito de roteirizar e fazer a escaleta — a descrição das cenas, muito utilizada na TV e no cinema — de todos os seus livros antes de começar a escrevê-los propriamente. A partir de janeiro, foram cinco meses de trabalho intenso. Assim como outros sucessos do jornalista, como “Meu nome não é Johnny” e “3.000 dias no bunker”, o livro já está vendido para cinema e TV. A negociação ocorreu antes mesmo do lançamento.

VIDA DUPLA

Ao comparar as suas vidas de cronista político e escritor, o jornalista conta que o romance é a sua “vida boa”, enquanto as colunas são sua “vida dura”.

— O autor das crônicas não tem nada a ver com o autor dos livros. As crônicas têm um autor irritado, impaciente com a realidade, contundente, um pouco mal-humorado com posturas que acho muito óbvias, que escreve com inconformismo. O autor dos livros é sempre muito mais doce. Tanto que o livro tem muito humor, personagens com profundidade, sutilezas, dramas — aponta Fiuza. — A realidade é muito aborrecida, mesquinha, um universo muito mais pobre do que o do romance.

Ao longo da conversa, o autor deixa claro que sua paixão em “O império do oprimido” são os seus personagens. A condutora da trama é Luana Maxwell. Filha de um magnata do ramo hoteleiro, a jovem idealista fica extasiada com a vitória do primeiro governo de esquerda e abandona o conforto da casa dos pais para trabalhar em uma ONG. A organização, comandada por um professor de Luana, crescerá no novo governo graças à habilidade do operador Marivaldo Valadares. Fiuza destaca a humanidade do personagem.

— O Marivaldo é um nerd, feio e muito tímido que se transforma em um homem muito poderoso. A gana de poder dele provém de uma frustração, um recalque. Na história, vai aflorando um lado quase monstruoso dele, da sua ambição. Ele quer ficar rico para esfregar na cara dos seus antigos colegas de escola — finaliza.