domingo, 18 de dezembro de 2016

A frase nos dá a prova maior de que o Brasil ainda não entendeu o mundo e o papel do "Verdadeiro capitalismo criativo', aquele que produz uma Apple, Hyundai, Google..........diz Pedro Parente, Presidente da Petrobrás, sobre a empresa no Jornal "O Globo": "Recuperar o orgulho de nossos petroleiros e o orgulho do país com a empresa, porque ela merece."

Abaixo, alguns pequenos trechos da entrevista de Pedro Parente  Presidente da Petrobrás, publicada hoje no Jornal "O Globo": 

Ao ser perguntado qual seria o seu sonho na empresa, diz ele:

" Recuperar o orgulho de nossos petroleiros e o orgulho do país com a empresa, porque ela merece."

Não estou questionando a capacidade do atual Presidente da Petrobrás em tirá-la do "buraco" a que foi colocada.....

Mas, o que está por dentro do pensamento de "nosso capitalismo"

A frase nos dá a prova maior de que o Brasil ainda não entendeu o mundo e o papel do "Verdadeiro capitalismo criativo', aquele que produz uma Apple, Hyundai, Google

Orgulho do país ? 

Orgulho de uma empresa estatal cujo principal produto é uma commodity, sujeita a preços instáveis ao longo das décadas, um produto inerente a países "terceiro-mundistas" que não tem capacidade criativa para "se livrar" de commodities pra "fazer dinheiro", produzir reserva internacional, competir no mercado externo ?

Mais,,,,uma commodity cujos efeitos colaterais são questionáveis, principalmente quanto olhamos os efeitos vindos da exploração assim como da poluição provocada pelo seu uso....

Por acaso algum país tem "orgulho" de suas petrolíferas ao redor do mundo ? No máximo, um respeito.

Orgulho sim de empresas criativas, como já citado, do Google, da Apple, da Hyundai, do Uber, e de tantas outras.

Se "nosso capitalismo" não sair da "mesmice" em pensar "O PETRÓLEO É NOSSO", e tantas outras "coisas questionáveis", não sairemos, jamais, do "mesmo lugar"

Vamos a parte da entrevista:

http://oglobo.globo.com/economia/nao-vai-ter-interessado-nos-leiloes-do-rio-diz-pedro-parente-20666575

‘Não vai ter interessado nos leilões do Rio’, diz Pedro Parente
Para o presidente da Petrobras, fim de isenções fiscais à indústria petrofífera no estado pode afugentar investidores
   
POR RAMONA ORDOÑEZ, BRUNO ROSA, FLÁVIA BARBOSA E JANAINA LAGE 
18/12/2016 10:53

RIO - Na mesma semana em que a Petrobras comemorou a marca, alcançada no prazo recorde de seis anos, de 1 bilhão de barris produzidos no pré-sal, o presidente da estatal, Pedro Parente, lamentou a decisão da Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj) de extinguir o Repetro fluminense, o regime especial de tributação da cadeia do petróleo. A estimativa dos deputados é que a medida resulte em aumento de arrecadação de R$ 4 bilhões por ano. Na avaliação de Parente, porém, a decisão pode ter efeitos a longo prazo, como afugentar investidores e afastar interessados nos leilões de áreas no Rio. Eles poderiam optar por áreas em outros estados. .

A Alerj suspendeu o Repetro no estado. Como o senhor vê a decisão?

Então não vai ter interessado nos leilões do Rio de Janeiro de novo. É uma questão de matemática. Se um projeto não der retorno, ele não acontece. Não tem jeito. Quem faz investimento, tem acionista e tem que prestar contas. Essa questão é muito importante. É caso de pensar se o que está sendo feito no curto prazo não está matando o longo prazo. O Estado do Rio tem uma possibilidade de atrair investimentos extraordinários no setor de óleo e gás e, no entanto, esse setor tem sido maltratado pelas autoridades estaduais, com a criação de impostos de última hora.

As baixas contábeis foram concluídas?

Existem situações que podem determinar novos impairments, como mudanças de variáveis.

O acordo dos maiores exportadores de petróleo, reunidos na Opep, para redução da produção de petróleo, anunciado este mês, muda algo?

Não muda nada. As empresas embarcaram num processo de desinvestimentos, parcerias, otimização do quadro de pessoal e redução de custos. O fato de sair da faixa de US$ 40 a US$ 50 para entre US$ 50 e US$ 60 não é o mesmo que os US$ 100 ou US$ 120 de antigamente. Muitos projetos foram desenhados levando em conta esse valor. Temos de reduzir o tamanho da dívida para uma coisa mais razoável, temos meta de reduzir à metade até o fim de 2018. Passaria a corresponder a 2,5 vezes a geração operacional de caixa. A gente tem de ter dívida em torno de 1,5 vez a geração operacional de caixa no fim do plano de cinco anos (2021).

Qual o seu sonho na empresa?

Recuperar o orgulho de nossos petroleiros e o orgulho do país com a empresa, porque ela merece.