terça-feira, 1 de novembro de 2016

Vamos a notícia que ninguém coloca na manchete....mas que "nós" colocamos........."O Itaú Unibanco manterá foco em segmentos de crédito menos arriscados, mesmo se a recuperação da economia brasileira se firmar nos próximos meses, disse o diretor financeiro da instituição, Eduardo Vassimon, enquanto os bancos enfrentam a mais severa desaceleração do crédito em duas décadas.", por Reuters...ou seja...o estouro da bolha de crédito, agora é oficial

Vamos a notícia que ninguém coloca na manchete....mas que "nós" colocamos.........

"O Itaú Unibanco manterá foco em segmentos de crédito menos arriscados, mesmo se a recuperação da economia brasileira se firmar nos próximos meses, disse o diretor financeiro da instituição, Eduardo Vassimon, enquanto os bancos enfrentam a mais severa desaceleração do crédito em duas décadas.

Deixa eu enxugar a "manchete"

".... enquanto os bancos enfrentam a mais severa desaceleração do crédito em duas décadas."

Ou seja.....agora, é oficial.....a bolha de crédito estourou....e não estourou agora...há 2-3-4 semanas....estourou há 2-3-4-6 meses atrás.......só que ninguém fala


Abaixo, a matéria completa, publicada agora à tarde, crédito Reuters:

http://br.reuters.com/article/businessNews/idBRKBN12W4OG

Itaú Unibanco manterá foco em crédito mais seguro, mesmo com recuperação da economia
terça-feira, 1 de novembro de 2016 15:26 

SÃO PAULO (Reuters) - O Itaú Unibanco manterá foco em segmentos de crédito menos arriscados, mesmo se a recuperação da economia brasileira se firmar nos próximos meses, disse o diretor financeiro da instituição, Eduardo Vassimon, enquanto os bancos enfrentam a mais severa desaceleração do crédito em duas décadas.

Em teleconferência com analistas sobre os resultados do terceiro trimestre, executivos do banco disseram que qualquer passo para crescer fora de segmentos mais seguros, como consignado e imobiliário, serão cuidadosamente analisados.

Segundo Vassimon, as provisões para perdas de créditos já atingiram o pico, sugerindo que tem funcionado a estratégia de reduzir o risco de inadimplência crescente em empréstimos com spreads menores. O comportamento ainda incerto nos níveis de inadimplência de consumidores e empresas ainda dificulta para o Itaú decidir onde crescer nos próximos meses, disse ele.

A prudência do Itaú em relação a expandir o crédito indica que a demanda por financiamento segue mostrando fraqueza, após mais de dois anos de recessão do país.

Os índices de inadimplência nos empréstimos devem cair primeiro no varejo e depois no lado corporativo, e a decisão do banco central de começar a cortar juros levará tempo para se traduzir em empréstimos mais baratos, afirmaram os executivos.

O banco prevê que as provisões para perdas com inadimplência se aproximem do piso do intervalo de 23 bilhões a 26 bilhões de reais para o indicador neste ano.


(Por Guillermo Parra-Bernal)