quinta-feira, 17 de novembro de 2016

"Bancos brasileiros fazem segunda maior reserva para calote em 10 anos", por Portal G1

Vejam a matéria abaixo.....peguem meus gráficos disponibilizados a qualquer cidadão pelo Banco Central do Brasil em relação as provisões num período de 20 anos

Ainda é pouco o que foi registrado pelos bancos brasileiros em relação às provisões

Peguem os niveis das provisões do final dos anos 90, quando houve a liberação do câmbio...gráficos que eu já exaustivamente apresentei

Ainda é pouco.....não chegaram no nível dos anos 90.....

Outro detalhe.......talvez mais importante....a matéria diz ao final que em relação a inadimplência, a série histórica do Banco Central começa em 2011.....corretíssimo....é o que consta na página do Banco Central....mas, em relação às provisões....os dados vêm de 1988......ok....a matéria está correta em relação a inadimplência.....mas é fundamental que se ressalte que as provisões têm dados desde 1988, conforme passo a destacar no trecho abaixo retirado da página do Banco Central....e o nível de provisões , como já disse, está longe do nivel do final dos anos 90, período, do ponto de vista de atividade econômica, muito melhor do que os últimos 2 anos, já que o PIB acumulará uma queda aproximada de 7%-7,5% de queda

https://www3.bcb.gov.br/sgspub/localizarseries/localizarSeries.do?method=prepararTelaLocalizarSeries

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Dados básicos da série 13645
Nome completo Percentual do total de provisões em relação à carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional Nome abreviado Percentual de provisões em relação à carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional
Full name Percentage of total provision in relation to the loan portfolio of the financial system Short name Percentage of provisions in relation to the loan portfolio of the financial system
Cadeia de temas - Indicadores de crédito
  - Provisões Periodicidade Mensal
Unidade padrão % Fonte BCB
Data início 1/6/1988 Data fim Não definida
Tipo da série DERIVADA Casas decimais de divulgação 1
Valor máximo (formato europeu) - Valor mínimo (formato europeu) -
Gestor proprietário DEPEC/DIMOB/SUSIF Série especial? não
Fórmula SE([data]<='28/02/2007':SERIE(12975)*100/SERIE(2052): SERIE(12975)*100/SERIE(20539)) Séries primitivas 2052 - Saldo - Total 
20539 - Saldo - Total 
12975 - Provisões de crédito do Sistema Financeiro Nacional

Mensagem de aviso Série temporal revisada em Fevereiro de 2015, de acordo com revisão metodológica disponível em http://www.bcb.gov.br/?ecoimprensa.  

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Vamos a matéria

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/11/bancos-brasileiros-fazem-segunda-maior-reserva-para-calote-em-10-anos.html


17/11/2016 07h00 - Atualizado em 17/11/2016 07h00
Bancos brasileiros fazem segunda maior reserva para calote em 10 anos
Itaú, BB, Bradesco e Santander somaram provisões de R$ 22,76 bi no 3º tri.
Aumento da inadimplência justifica movimento, que reduziu lucro de bancos.

Anay Cury
Do G1, em São Paulo

Com o avanço das taxas de inadimplência, os maiores bancos do país reservaram uma parte maior de recursos para arcar com calotes nas operações de crédito. Bradesco e Itaú creditaram parte de sua redução de lucros no terceiro trimestre deste ano ao aumento das provisões.
Nos balanços de Banco do Brasil, Bradesco, Itaú e Santander, há um aumento nos montantes da chamada Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) – uma espécie de “fundo” que os bancos deixam reservado para se proteger em caso de possíveis calotes de seus clientes.
As provisões feitas pelos quatro bancos de julho a setembro somaram R$ 22,76 bilhões. O volume, 14% superior ao observado no trimestre anterior, é o segundo maior dos últimos dez anos. Os números são da provedora de informações financeiras Economatica.   

O montante mais alto desde 2006 havia sido informado um ano atrás, no terceiro trimestre de 2015, quando atingiu R$ 27,73 bilhões. Foi no trimestre anterior daquele ano que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro recuou 1,9%, e o país entrou em recessão técnica.

“Temos um processo de retroalimentação. Os agentes financeiros aumentam a taxa de juros dos empréstimos ao incorporarem o risco do não recebimento de seus devedores duvidosos. Este movimento, por sua vez, encarece os empréstimos a famílias e empresas. Por fim, potencializa mais a inadimplência”, disse o economista Marcos Pedro, professor de finanças e coordenador da Trevisan Escola de Negócios – RJ.


O Bradesco, que divulgou o balanço do terceiro trimestre nesta quinta-feira (10), registrou a maior taxa de inadimplência entre os bancos. De 3,8% em setembro de 2015, o índice subiu para 5,4% um ano depois. Desconsiderando a inclusão do HSBC, comprado em julho de 2016, o Bradesco diz que sua taxa seria de 5,2%. Com isso, o banco acabou reservando o maior valor entre as instituições: R$ 7.468.222.
Na sequência, aparece o Itaú Unibanco. A taxa passou de 3% para 3,9%. Apesar de ter registrado o segundo maior índice, a provisão para créditos não foi a segunda entre os bancos. A provisão somou R$ 5.181.783.

O Banco do Brasil também viu o perfil da sua carteira piorar de novo, com o índice de inadimplência acima de 90 dias subindo 3,51%, ante 2,06% um ano antes. O total de provisão do banco foi o segundo mais alto entre os bancos e chegou a R$ 4.615.888.

A inadimplência no Santander também ficou acima de 3% no terceiro trimestre. De 3,2% em setembro de 2015, a taxa passou para 3,5%.  Por se tratar de um banco menor que os outros privados e estatais, a instituição reservou R$ 3.579.362 para créditos duvidosos.

Caixa Econômica Federal

Nesta segunda-feira (14), o balanço da Caixa Econômica Federal mostrou que no terceiro trimestre, a inadimplência dos clientes também cresceu, de 3,2% no final de junho, para 3,48%, em setembro.
Ao contrário dos demais bancos, que elevaram as provisões contra calote no terceiro trimestre do ano, a Caixa reduziu as reservas. O valor das provisões somou R$ 5,1 bilhões no trimestre, recuo de 18,4% em relação ao mesmo período de 2015.
Apesar de ter divulgado suas informações financeiras, o banco não entrou no levantamento da Economatica porque não tem capital aberto, ou seja, não possui ações negociadas na bolsa brasileira.

Inadimplência

Em setembro, a taxa de inadimplência dos clientes bancários pessoas físicas e das empresas, nas operações com recursos livres (exclui crédito imobiliário, rural e do BNDES), voltou a subir e atingiu 5,89%. Foi o maior patamar desde o início da série histórica do Banco Central, em março de 2011.