domingo, 2 de outubro de 2016

Eu ia deixar esse gráfico pra algumas semanas adiante.....mas..vamos lá.....Por que Tom Lee, o "cara" mais "bull-market" de toda Wall Street, insiste em prever um SP500 na faixa de 2.300 até o final do ano ?

Eu ia deixar esse gráfico pra algumas semanas adiante.....mas..vamos lá.....

Por que Tom Lee, o "cara" mais "bull-market" de toda Wall Street, insiste em prever um SP500 na faixa de 2.300 até o final do ano ?

Primeiro, é preciso entender quem é Tom Lee ?

Tom Lee é um dos "caras" mais "bull market" em toda Wall Street

Por meses e meses, ele vem mantendo uma visão otimista dos mercados americanos, subindo e subindo suas previsões em relaçao aos topos do SP500

Mais....é preciso entender de onde vem Tom Lee....

Um resumo da matéria abaixo da Bloomberg de 2014 já explicita:

Thomas Lee, the former JPMorgan Chase & Co. chief equity strategist who spent 24 years at some of Wall Street’s biggest firms, has started a seven-person research boutique.
Lee, 45, left New York-based JPMorgan in March to start Fundstrat Global Advisors with John Bai, former head of Asia and U.S. equity sales at Mizuho Securities, according to a statement today from the new company. Lee, who started at Kidder Peabody & Co. in 1993 and worked at Salomon Smith Barney before joining JPMorgan in 1999, will lead a research team of four, while Bai oversees sales.

Ou seja, Tom Lee, em 2014, deixa o JP Morgan, onde era Chefe de "mercados de renda variável" para montar sua própria "Asset Management", ou que ele chama de "boutique", a "Fundstrat Global Advisors"

Não percamos a cronologia de toda a questão

Abaixo, tem uma matéria da CNBC, de sexta-feira, mostrando uma entrevista de Tom Lee, novamente defendendo o SP500 até a faixa de 2.300 até o final do ano, o que daria ainda uma alta de 7% até lá.....

Parênteses......a CNBC o entrevista quase que toda quinzena.....

Mas, atenção !!!

Vou recolocar parte da matéria da Bloomberg, a mesma em que ela mostra a saída de Lee para montar sua "Asset"ou "boutique"

Na matéria, Tom Lee, em meados de setembro de 2014, prevê um SP500 até o final do ano em 2.100....

Acertou ?

Sim !!!....vejam o gráfico abaixo....o SP500 exatamente na faixa de 2.100 ao final de 2014.

Mas, contudo, todavia, meio do caminho tinha  1.825......

Vejam no retângulo marcado por mim...

A matéria da Bloomberg é de 15-09-2014....

Vejam que exatamente do meio de setembro de 2014 até o final de setembro-início de outubro, o SP500 despenca até a faixa de 1.825....uma queda de aproximadamente 10%

Vamos a matéria da Bloomberg de  setembro de 2014....

Depois, aos 2 gráficos...por fim.....a matéria de 30-09-2016....da última sexta-feira, quando Tom Lee prevê uma alta de 7% até o final do ano....

Ei......esperem !!!

Por que Tom Lee está confiante na ida até a faixa de 2.300 para o SP500 até o final do ano ? Vejam no final da matéria que ele até mesmo reconhece o problema com o Deutsche Bank...

Mas, por que ?

Vejam, antes de tudo, o gráfico abaixo, com uma cunha bem 7-8 anos do SP500 destacada por mim...

Vejam até onde vai o vértice do triângulo.....Ali na faixa de 2.300-2.400...é justamente pra onde Tom Lee, muito provavelmente olha....

Reparem em 2007-2008, que, mesmo com vários ruídos ali por volta de 2007, o mercado volatiliza, mas volta a fazer um topo histórico ali na faixa de 1.575 em out-2007.....depois, colapsa

Vamos ao gráfico

SP500, Semana, escala logarítmica, período 2005-2016

Vamos então às matéria da Bloomberg, gráficos e matéria da CNBC da última sexta-feira:

Lee remains optimistic on U.S. equities, which he says are in the middle of a bull market that favors value stocks. He predicts the S&P 500, which closed last week at 1,986, will climb 5.8 percent to 2,100 by year-end, up from a previous call of 2,075.
The market “creates an opportunity for those who can help clients, because the average Wall Street firm isn’t providing helpful guidance,” he said.


SP500, Semana, escala logarítmica, período 2014-2016


Matéria da CNBC, 30-09-2016, com Tom Lee prevendo uma alta de 7% até o final do ano

Wall Street bull Tom Lee thinks you “absolutely” should buy any dip in the market
Kristin Cwalinski | @Kris10Cwalinski
Friday, 30 Sep 2016 | 12:00 AM ET

 Thomas Lee Time to buy the dip?  
Thursday, 29 Sep 2016 | 5:30 PM ET | 05:27
Between the upcoming presidential election and concerns about Deutsche Bank's solvency, investors have plenty of reasons to hit the sell button. However, one of Wall Street's biggest bull investors says that would be a mistake.
Tom Lee, Fundstrat Global Advisors' Head of Research, says he is "absolutely" buying any dip in stocks. Heading into the fourth quarter, Lee expects the S&P 500 Index to jump another 7 percent before the end of the year.
"People are worried about a lot of things, like the elections and obviously…Deutsche Bank. But we have to remember, investors are basically are negative, so we've got sentiment working in our favor," said Lee on "Fast Money" this week.

Just this week alone, 16 different stocks in the S&P 500 hit new 52-week highs, names that included Amazon, Caterpillar and eBay.
By Lee's work, the overwhelming negative sentiment in the market could actually act as a positive catalyst for stocks. According to the analyst, the S&P 500 has already surpassed the average sell side strategist price target. Since 1999, each time this phenomenon has occurred, stocks have rallied 95 percent of the time over the next 12 months.

Lee also noted the pessimistic market sentiment is currently shared by both institutional and retail investors alike. A recent investment survey showed that retail investors are as bearish now as they were post Brexit — this despite the fact that the S&P is just percentage points away from making all-time highs.
Still, in spite of his bullishness, Lee is warily eyeing shares of Deutsche Bank, the German banking giant that was buffeted by fears that evoked bad memories of 2008's financial crisis.

"If Deutsche Bank leads to a true ceasing of credit markets and credit access and liquidity then that itself, because of the effect it would have on the underlying economy, it could drive us into a recession and that would be bearish," Lee said.