quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Você pode acreditar na história do "Papai Noel" que estão contando pra vocês em quase todos os portais e mídias financeiras....ou ler o Editorial do Jornal "O Estado de São Paulo", cujo título é: "Fugindo das compras"

Você pode acreditar na história do "Papai Noel" que estão contando pra vocês em quase todos os portais e mídias financeiras....ou ler o Editorial do Jornal "O Estado de São Paulo", cujo título é: "Fugindo das compras"

Aqui, o texto completo: http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,parlamentarismo-um-sistema-bem-sucedido,10000075863

Abaixo, parte do texto:


Fugindo das compras

Com desemprego alto, dinheiro curto, crédito escasso e inflação ainda pesando no orçamento, o consumidor continua muito cauteloso antes de pôr a mão no bolso

4 Setembro 2016 | 03h07

Com desemprego alto, dinheiro curto, crédito escasso e inflação ainda pesando no orçamento, o consumidor continua muito cauteloso antes de pôr a mão no bolso. Ele pode até estar menos pessimista do que há alguns meses, como indicam algumas sondagens. Mas ainda prefere a moderação e, principalmente, evita endividar-se. Quem conseguiu sair do atoleiro da inadimplência tende a fugir do risco, pelo menos enquanto o ambiente econômico for meio enevoado. Em julho, o volume de vendas do varejo restrito, onde se compram bens de consumo corrente, móveis e eletrodomésticos, foi 0,3% menor que em junho e 5,3% inferior ao de igual mês do ano passado.

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Começou mal o terceiro trimestre. A melhora quase insignificante da produção industrial, com aumento de 0,1% de junho para julho, pouco afetou o cenário. O pequeno aumento de atividade em alguns meses serviu basicamente para eliminar a maior parte do estoque acumulado. O volume produzido em julho ainda foi 6,6% menor que o de um ano antes. A queda em 12 meses ficou em 9,6%. Até aí houve pouco ou nenhum estímulo para investir em máquinas e equipamentos ou para preservar o quadro de pessoal. As demissões têm continuado tanto na indústria como em outros setores.

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As taxas cobradas pelos bancos comerciais nos financiamentos à indústria, ao comércio e aos consumidores são muito maiores. Além disso, os bancos têm sido muito seletivos na concessão de empréstimos, para reduzir o risco de inadimplência.

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Como previam as pessoas sensatas, uma política de crescimento em grande parte baseada em estímulos ao consumo acabaria num enorme fracasso. No Brasil, esse e outros erros do governo petista resultaram na maior recessão desde a grande crise dos anos 1930. Irrealismo e incompetência combinaram-se com a irresponsabilidade na produção do desastre ainda enfrentado pelos brasileiros. O esforço de saída apenas começou e o trabalho ainda será muito grande.

Entre janeiro e julho foram requeridas 387 recuperações judiciais por empresas do comércio. O número foi 106,9% maior que o de um ano antes, 187. O setor foi o campeão tanto em novos casos quanto em aumento. Na indústria o número cresceu 53%, de 166 para 254. Também esses dados compõem a herança desastrosa do governo petista.