terça-feira, 6 de setembro de 2016

Agora, juntem as 2 postagens anteriores a essa notícia publicada pelo Jornal "O Estado de São Paulo" : "Plano de recuperação judicial da Oi prevê venda da área de telefonia móvel.....Companhia, que tem cerca de 67 mil credores, prevê que a dívida total, de R$ 65 bilhões, só será quitada completamente em 19 anos; de acordo com fonte, empresa deve se concentrar em especial na banda larga fixa após reestruturação"

Reflitam com as 2 noticias publicadas pelo Jornal "VALOR" e reproduzidas nos 2 posts anteriores....

Os 3 posts "cruzados" ,com todas as noticias publicadas, fazem sentido ?

Abaixo, 3 noticias envolvendo a Recuperação Judicial da Operadora de telefonia "OI"

A primeira matéria , crédito Jornal "O Estado de São Paulo"

A segunda matéria , crédito Portal G1

A terceira matéria , crédito "Revista Isto é"

http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,oi-apresenta-plano-de-recuperacao-judicial,10000074266


Plano de recuperação judicial da Oi prevê venda da área de telefonia móvel

Companhia, que tem cerca de 67 mil credores, prevê que a dívida total, de R$ 65 bilhões, só será quitada completamente em 19 anos; de acordo com fonte, empresa deve se concentrar em especial na banda larga fixa após reestruturação
        
Mariana Sallowicz,
O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2016 | 20h24 
Atualizado 05 Setembro 2016 | 23h31

Com o novo Código de Processo Civil, as regras sobre contagem de prazo sofreram alteração

O plano de recuperação judicial da Oi prevê a venda das operações de telefonia móvel da companhia. Após a reestruturação, a empresa pretende se concentrar na divisão fixa, em especial na banda larga fixa. O documento entregue nesta segunda-feira, 5, à Justiça traz um leque de opções para os credores sem garantia real, a maior parte do total. A proposta da tele prevê, por exemplo, carência entre cinco e dez anos para início do pagamento a esse grupo, sendo a dívida quitada em até 19 anos após a homologação do plano.

Com dívidas de cerca de R$ 65 bilhões, a empresa criada para ser a “supertele nacional” - e concorrer com gigantes como a espanhola Telefônica/Vivo, a italiana Tim e a mexicana América Móvil (Claro e da Embratel) - virou a protagonista do maior processo de recuperação judicial já feito no Brasil.
A situação da Oi se agravou depois que sua sócia Portugal Telecom levou um calote de 897 milhões de euros em 2014 da holding Rioforte, braço não financeiro do Banco Espírito Santo (BES), que acabou dissolvido. Depois disso, a empresa viu seus resultados piorarem e passou por trocas de executivos.
O plano apresentado ontem à Justiça começou a ser elaborado em junho, quando a empresa protocolou o pedido de recuperação. Para fazer dinheiro, além das operações de telefonia móvel, a empresa pretende vender participações em operadoras na África e na Ásia, assim como operações de datacenter. Também estão na lista a rede de fibra óptica no Estado de São Paulo, itens de infraestrutura (como torres), a Serede (serviços de rede) e imóveis.

Como as carências são longas, o plano da Oi dá aos credores a possibilidade de receber em prazo menor caso eles injetem recursos novos na companhia. Com essa estratégia, a empresa tem a intenção de arrecadar até um limite de US$ 2 bilhões. A companhia tem quase 67 mil credores, dos quais 59 mil fazem parte da categoria sem garantia.

O documento só foi apresentando à Justiça na noite de ontem, após fechamento da Bolsa. Porém, a expectativa sobre o plano fez as ações da tele dispararem na BM&FBovespa. Os papéis preferenciais tiveram alta de 23%, para R$ 3,47. Desde junho, os ganhos superam 200%.
Para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Oi deve cerca de R$ 10 bilhões. A intenção da companiha é converter multas em investimentos e melhorias dos serviços. Se a mediação não for bem sucedida, a empresa pagará a Anatel como os outros credores sem garantia.
Classes de credores. Os pequenos credores vão receber rapidamente. Os débitos de até R$ 1.000 serão quitados em parcela única, a ser depositada 20 dias úteis após a homologação do plano. Quem tiver valor um pouco maior a receber, e quiser entrar nessa lista, basta abrir mão do total que exceder este valor, segundo o documento.

Para fornecedores, o valor de corte será de R$ 150 mil. Aqueles que têm até este montante a receber terão o valor depositado até 20 dias úteis após manifestarem a intenção de continuarem fornecendo nas mesmas condições. Para valores superiores a este teto, o pagamento de R$ 150 mil será à vista, com o saldo remanescente sendo pago em duas parcelas.
Para créditos trabalhistas, o pagamento ocorrerá em cinco parcelas mensais iguais, com seis meses de carência após a homologação do plano. Os créditos trabalhistas ainda não reconhecidos serão pagos após trânsito em julgado da decisão que encerrar o processo e homologar o valor devido.
Para credores que têm garantia em forma de depósitos judiciais, a Oi propõe 50% de desconto no valor da dívida.
Reação. Segundo um representante de parte dos credores da Oi ouvido pelo Estado, no entanto, a proposta apresentada pela companhia “parece muito longe do que seria algo aceitável pelos credores”. Na visão desta fonte, o plano de recuperação apresentado à Justiça poderá enfrentar resistências

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Portal G1

http://g1.globo.com/economia/negocios/noticia/2016/09/oi-apresenta-plano-de-recuperacao-judicial-justica-do-rio.html


05/09/2016 19h50 - Atualizado em 05/09/2016 20h08

Grupo Oi apresenta plano de recuperação à Justiça do Rio

Empresa faz o maior pedido de recuperação judicial da história do Brasil.
Operadora possui R$ 65,4 bilhões em bônus e dívidas bancárias.

O Grupo Oi apresentou nesta segunda-feira (5) seu plano de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). O plano foi entregue no fim da tarde no último dia do prazo, após reunião do conselho de administração.

Maior operadora de telefonia fixa do país e quarta maior de telefonia móvel, junto com suas seis subsidiárias, a Oi fez o maior pedido de recuperação judicial da história do Brasil em 20 de junho, envolvendo R$ 65,4 bilhões em bônus, dívidas bancárias e responsabilidades operacionais.
Na quinta-feira (1º), o Ministério Público defendeu que o prazo para apresentar o plano de recuperação fosse até esta segunda. Para o promotor de Justiça Márcio Souza Guimarães, titular da 1ª Promotoria de Massas Falidas da Capital, o prazo deveria ser encerrado no domingo (4), prorrogando-se até segunda-feira (5).



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Revista ISTO É




Oi apresenta plano de recuperação judicial

05/09/2016 21:02

A Oi apresentou o plano de recuperação judicial à 7ª Vara Empresarial do Rio nesta segunda-feira, 5, informou o Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ). O Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, antecipou na semana passada que o documento seria protocolado hoje.

O plano foi entregue dentro do prazo defendido pelo MPRJ, que pediu que fossem considerados dias corridos e não úteis. O juiz Fernando Viana, titular da 7ª Vara Empresarial, fixou inicialmente o prazo em dias úteis ao deferir o pedido de recuperação judicial, em 29 de junho. Com isso, o limite terminaria em 19 de outubro, considerando feriados e o recesso do Judiciário no Rio por causa da Olimpíada. A estimativa foi feita pela advogada especialista em recuperação judicial Juliana Bumachar.

O prazo foi alvo de recurso de agravo de instrumento interposto pelo promotor de Justiça Márcio Souza Guimarães, titular da 1ª Promotoria de Massas Falidas da Capital. "Ocorre que, por se tratar de prazo material e não processual, o período deveria ser contado em dias corridos, não aplicando-se o novo Código de Processo Civil, que prevê o cômputo em dias úteis", diz o MPRJ em nota. Com isso, o promotor de Justiça defendeu que o prazo deveria ser encerrado no último domingo, prorrogando-se até hoje, sob risco de decretação da falência.

Com o novo Código de Processo Civil, as regras sobre contagem de prazo sofreram uma importante alteração, passando-se a computar na contagem de prazo somente os dias úteis. Mas o promotor diz que uma ressalva faz com que no caso da Oi o prazo seja por dias corridos.

BNDES

O plano de recuperação judicial elaborado pela operadora de telefonia Oi prevê que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) comece a receber o principal da dívida (valor inicial do empréstimo) 11 anos após a homologação na Justiça, com carência de 10 anos, de acordo com o documento apresentado à Justiça.

A partir daí, o principal será quitado em cinco anos, num total de 10 parcelas semestrais. Já os juros e a atualização monetária serão capitalizados ao principal da dívida nos primeiros sete anos. Após esse período, o BNDES receberá os juros e a atualização monetária semestralmente.

A proposta determina que o BNDES receba o valor da dívida original corrigido por juros e atualização monetária previstos em contrato. O plano de recuperação judicial precisará da aprovação da maioria dos credores presentes em assembleia, ainda sem data definida. O documento foi deliberado pelo conselho de administração da tele.

O banco de fomento é o único credor da empresa com garantia real. A dívida da Oi com o BNDES alcança R$ 3,327 bilhões, de acordo com lista divulgada pelos administradores judiciais.