domingo, 17 de julho de 2016

Enquanto o Bradesco compra ativos, o Banco do Brasil busca "privatizar" o que tem. pra se capitalizar....

Algumas questões controversas continuam a rondar o Banco do Brasil.....

Já havia aberto o segmento de seguros ao público, ao vender participação em sua área de seguros e criar a BB Seguridade...

Agora, cogita-se abrir participação na área de cartões...

Isso porque especula-se que o Banco precisaria se capitalizar em cerca de R$ 7 a R$ 10 bilhões...

É o que diz a matéria abaixo, crédito Jornal "O Estado de São Paulo", de ontem.......

Sim...

Enquanto o Bradesco compra ativos, como a recente compra do "HSBC-Brasil", o Banco do Brasil privatiza o que tem......até porque, pergunta-se: 

"O Tesouro entrará com mais dinheiro ?"

http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios,para-reforcar-seu-capital-bb-cogita-vender-ativos-como-area-de-cartoes,10000063189


Para reforçar seu capital, BB cogita vender ativos, como área de cartõesSegmento de administração de recursos de terceiros também estaria entre as áreas que podem ter um novo sócio, dizem fontes; banco estatal, que oficialmente nega a informação, estaria estudando se desfazer de algo entre 5% e 10% dos negócios

Aline Bronzati, Murilo Rodrigues Alves,
O Estado de S.Paulo

16 Julho 2016 | 05h00

SÃO PAULO e BRASÍLIA - O Banco do Brasil voltou a considerar a venda de ativos como uma alternativa para reforçar o seu capital e postergar uma eventual capitalização, apurou o ‘Broadcast’, notícias em tempo real do ‘Grupo Estado’. Dentre as áreas que podem ter um novo sócio estão a de cartões e a de administração de recursos de terceiros, conforme fonte. O banco ainda não teria, porém, batido o martelo quanto ao formato da operação, se por meio de uma abertura de capital, como fez com seguros, ou via joint venture, como almeja a Caixa Econômica Federal.
Desta vez, contudo, a ideia do BB é vender uma fatia bem menor do que a da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da área de seguros, de acordo com a fonte a par das negociações. Na mesa, estuda-se algo entre 5% e no máximo 10%, segundo a mesma fonte. Quando abriu capital, a BB Seguridade, que concentra os negócios de seguros, previdência e capitalização do BB, vendeu 33,75% de suas ações.

“Do contrário, você vende todo o seu fluxo de caixa futuro, o que vai atrapalhar a geração de seus resultados. Todos os bancos têm diversas áreas (que seriam atrativas para venda como forma de captar recursos)”, diz um executivo.
A venda de ativos dos bancos públicos faz parte do que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, definiu ao Broadcast como “plano B” para reforçar o caixa e entregar resultados melhores em 2017. Segundo ele, o governo tem mapeado privatizações, concessões, outorgas, securitizações e ainda a venda de ações de empresas do portfólio do braço de investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, a BNDESPar.

Assim como o BB, a Caixa também tem uma estratégia de venda de ativos. O banco negocia a criação da joint venture de loterias e de uma nova empresa para exploração de jogos online, procura um parceiro para a área de cartões, além da abertura de capital de sua operação de seguros, a Caixa Seguridade. Esses movimentos são necessários para evitar um aporte do governo no ano que vem. Se nada acontecer, o banco pode precisar de uma capitalização de R$ 7 bilhões a R$ 10 bilhões.

No passado, o BB cogitou o IPO da sua área de cartões com a mesma justificativa de quando abriu o capital da BB Seguridade: capturar o valor do segmento nos papéis do banco. Chegou, inclusive, a separar o resultado da área de cartões em seu balanço. Apesar de não avançar com o IPO de cartões, o BB deixou aberta a possibilidade de negócios diferenciados no segmento. Nesta linha, formou uma joint venture com a Cielo, sua controlada ao lado do Bradesco, na área de gestão de cartões que deu origem à Cateno. O BB trocou uma fatia do resultado do segmento por receitas maiores que, sozinho, não conseguiria alcançar.
Na área de administração de recursos de terceiros, a BB DTVM tem fatia de mercado superior a 20% e, na década de 90, o BB chegou a fazer um estudo para uma eventual parceria. O projeto, porém, não decolou. Uma fonte diz que mais recentemente bancos de investimento têm assediado o BB com sugestões nesta direção.
O interesse tende a vir, sobretudo, de players internacionais que estariam de olho no canal de distribuição do banco. Quem sempre cobiçou o braço do BB foi a Principal Financial Group, que já controla a empresa de previdência do BB, a Brasilprev. O interesse está, diz uma fonte, na oportunidade de distribuir opções de investimentos à base de clientes do banco. “O que mais vale no BB é a distribuição. Dá para fazer um bom negócio”, afirma a fonte.
Embora fontes próximas ao banco garantam a informação, oficialmente o BB nega. Por meio de nota, o vice-presidente de gestão financeira e relações com investidores, José Maurício Pereira Coelho, afirmou que o banco não cogita vender fatias nas duas áreas. O Principal Financial Group não deu retorno o pedido de entrevista até o fechamento desta edição.