quinta-feira, 30 de junho de 2016

O Mundo não tem mais nada a oferecer, apenas volatilidade

Ao longo da semana que passou, li algumas análises lá fora; uma delas,argumentava que a faixa decisiva do SP500 era 2.040. 

Ok....fechou na semana passada, após o plebiscito que votou a saída do Reino Unido da União Européia, abaixo de 2.040, e nada. Cá estamos num forte repique que levou o SP500 de volta à faixa de 2.070.

Outra análise dizia respeito a perda da MA200 pelo SP500; também perdeu, e nada, repique forte novamente.

Confuso ? Sim....todos estão.....

Bancos Centrais no mundo inteiro tentaram salvar suas economias após a Crise de 2008, seja pelo lado do emprego, seja pelo lado do crescimento econômico, por meio de "taxas zero" ou negativas.

O que conseguiram ?

Nada ou quase anda até agora.....Após 8 anos aproximadamente, o emprego de certa forma foi revertido; por outro lado, o crescimento econômico é questionável

De todo modo, ao invés de cumprir com uma de suas tarefas, que é a de não criar distorções,  os Bancos Centrais provocaram bolhas de ativos..... várias delas, a principal, bolhas de imóveis. Canadá, Reino Unido e Brasil estão entre uma das maiores.

Onde estamos e onde vamos parar ?

Vamos recolher alguns gráficos dos principais índices acionários espalhados pelo mundo pra tentar ver alguma ponto relevante que ainda não vimos.

Dow Jones, SP500, FTSE, DAX, CAC, SSEC, BSE e IBOV.....Respectivamente principais índices acionários dos EUA, Reino Unido, Alemanha, França, China, Índia e Brasil.

Todos eles....todos.....já estão com suas Médias Móveis Simples de 50 períodos, no tempo SEMANAL, embicadas pra baixo...

Reparem que no momento "Pré-Crise" de 2008, a direção das MA'S de 50 períodos no tempo SEMANAL determinou a velocidade do Crash.

Mais......Ao embicarem pra baixo, o cruzamento da MA50 com a MA200, no tempo SEMANAL, de todos os índices é uma questão de tempo....foi assim também no "Pré-Crise" de 2008.....

Alguns índices, inclusive, já estão com a MA50 cruzada pra baixo sobre a MA200 no tempo SEMANAL.

Casos de IBOV e FTSE.


Vamos a eles finalmente......depois, volto para algumas palavras mais, inclusive sobre o Brasil


Dow Jones, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos


SP500, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos



FTSE, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos



DAX, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos



CAC, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos




SSEC, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos




BSE, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos




Bovespa, SEMANAL, escala logarítmica, período 10 anos




O Mundo não tem mais nada a nos oferecer, se não volatilidade.....altas e quedas repentinas.....choques, sustos, movimentos aparentemente aleatórios....

Revejam os gráficos acima.......

A velocidade deve acelerar em breve em direção a novas quedas....ou seja......quedas maiores numa velocidade muito maior do que vista até então......alguns repiques não desprezíveis.....em seguida, aceleração de quedas.....

Não acho que entraremos numa longa congestão nos mercados mundiais, como alguns argumentam....

E o Brasil nisso tudo ?

Bem....

No início da semana, a imprensa publicou que alguns Senadores ficaram desapontados com a fala do atual Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, quando questionado sobre o eventual aumento dos servidores públicos federais.

Pois é......

O Pais vive o pior quadro econômico desde a Grande Depressão de 1929 e o atual Ministro da Fazenda ainda titubeia em relação ao salário dos servidores federais.

E o setor privado ? Ainda continuará a pagar todo o sacrifício ?

Em seu primeiro mandato, Fernando Henrique Cardoso e sua equipe econômica, diante do quadro desastroso em que o Brasil se encontrava, atacaram justamente o setor público; e por isso, são odiados até hoje.

Não há absolutamente nenhum outro caminho hoje para o Brasil se a questão do setor público não for contornada.

Se o discurso em relação aos servidores públicos federais continuar na mesma linha da fala do Ministro da Fazenda, pouco mudará em relação ao governo anterior.

O Brasil continuará a inverter as prioridades. Tudo ao setor público e nada ao setor privado.