segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Falei no post anterior que talvez estejamos no pior momento político e econômico desde a moratória externa brasileira de 1987....então...vamos relembrá-la

Falei no post anterior que talvez estejamos no pior momento político e econômico desde a moratória externa brasileira de 1987....

Então, vamos relembrá-la, ainda que superficialmente, dentro de uma matéria mais ampla sobre calotes dos séculos 20 e 21 praticados ao redor do mundo publicada pela Revista VEJA em seu site no dia 15-07-2011

Link aqui: http://veja.abril.com.br/noticia/economia/a-historia-dramatica-dos-calotes-nos-seculos-xx-e-xxi

Texto que fala sobre a moratória brasileira abaixo:

Afetado pela crise da dívida dos países latino-americanos, que restringiu e encareceu o crédito internacional, o governo brasileiro sofria para administrar a hiperinflação. Em 1986, o então presidente José Sarney deu sinal verde para que o então ministro da Fazenda, Dilson Funaro, pusesse em prática um abrangente plano econômico: o Plano Cruzado, que congelou preços e salários, alterou a moeda vigente, entre outras medidas. A ideia era conter a alta dos preços, reorganizar as finanças públicas e, assim, escapar de uma moratória. Naquele mesmo ano, Funaro chegou a um entendimento com os bancos privados para renegociar o endividamento do país. No entanto, para surpresa geral, o ministro mudou de ideia e, em 20 de fevereiro de 1987, o presidente Sarney anunciou a suspensão dos pagamentos aos credores da dívida brasileira – que remontava a mais de 100 bilhões de dólares. A medida foi unilateral, contenciosa e, hoje, tida como irresponsável porque o país possuía condições para seguir em negociação. Anos depois, o presidente José Sarney admitiu: “O certo era ter chamado os bancos para negociar”. A dívida do Brasil só conseguiu ser completamente reestruturada no final de 1993, por Fernando Henrique Cardoso, no Ministério da Fazenda, e Pedro Malan, na presidência do Banco Central.