sábado, 24 de junho de 2017

VALE5 volta a salvar sua LTA de 1 ano no fechamento da semana

VALE5 volta a salvar sua LTA de 1 ano no fechamento da semana

Muito clara a LTA de 1 ano destacada abaixo...Papel bateu nela no dia do '"circuit breaker" e vem "quicando" nela por dias....

Até perdê-la, ainda resta a esperança de uma nova ida aos 27,50-27,80, pra tentar romper e buscar a faixa de 29,20-30,30

VALE5, Diário, escala logarítmica






quarta-feira, 21 de junho de 2017

Índice "BZQ", o "Hedge do Bovespa operado pelos estrangeiros", fecha o dia de ontem acima da faixa de 14,80-15,00, rompe uma congestão de 5 meses e sacramenta o final do rally que levou o Bovespa até 69.500. Agora, olhamos no longo prazo para 37.000

Índice "BZQ", o "Hedge do Bovespa operado pelos estrangeiros", fecha o dia de ontem acima da faixa de 14,80-15,00, rompe uma congestão de 5 meses e sacramenta o final do rally que levou o Bovespa até 69.500. Agora, olhamos no longo prazo para 37.000

Fechamento de ontem em 15,28

Vejam no gráfico semanal mais abaixo uma LTB Longa também rompida há cerca de 1 mês

BZQ, Diário, escala logarítmica



BZQ, SEMANAL, escala logarítmica






domingo, 18 de junho de 2017

Novo IVG-R não evitará o colapso dos preços dos imóveis

Se alguém no Brasil, ou no mundo,  suspeitava de que o Banco Central do Brasil  estava preocupado com o eventual estouro de uma também 'eventual bolha imobiliária", não há mais surpresas.

O Banco Central anunciou há 17 dias, no dia 01-06-2017, por meio de uma coletiva de imprensa, mudanças na metodologia do IVG-R (Índice dos Valores de Garantia dos imóveis financiados ).

Mais....anunciou a criação de um outro indicador, o "MVG-R" (Mediana dos valores de Garantia dos imóveis financiados ), que, assim como o IVG-R, tem como objetivo traçar um quadro mais preciso da tendência dos preços dos imóveis no Brasil

Assim, publicou a imprensa:

Fonte: Revista Isto é, 01-06-2017

http://istoe.com.br/bc-anuncia-mudancas-em-indice-de-precos-imobiliarios-e-novo-indicador/

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"O Banco Central publicou nesta quinta-feira, 1, nota em que anuncia o aperfeiçoamento do Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados (IVG-R). Além disso, a instituição informa sobre a criação de outro indicador, a Mediana dos Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados (MVG-R).

De acordo com o BC, o IVG-R tem o objetivo de mensurar a tendência de longo prazo dos preços dos imóveis. “A nova série resulta de aperfeiçoamentos no cálculo do indicador, que é apurado desde 2013 com base nas garantias recebidas pelos bancos em operações de financiamento imobiliário para pessoas físicas registradas no Sistema de Informações de Crédito (SCR)”, informa o BC.

Entre os aperfeiçoamentos, a instituição afirma que houve uma ampliação da quantidade de operações consideradas e a inclusão de mais duas regiões metropolitanas no cálculo do IVG-R: Vitória e Campo Grande.

“A incorporação dessas duas regiões teve como objetivo abarcar as mesmas regiões usadas no cálculo do IPCA. Com as mudanças, o Banco Central busca também eliminar o viés observado no índice devido à maior incidência de operações imobiliárias de baixo valor”, cita o BC.

Já o MVG-R é baseado na mediana de todas as garantias registradas no SCR. “O MVG-R possibilita o cálculo de novos indicadores, como preços dos imóveis comparados a métricas de renda, uma vez que traz os valores em reais, diferentemente do IVG-R, que é apresentado em número índice”, informa o BC."

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Além da nota à imprensa, o Banco Central fez questão de destacar que não vê uma situação de bolha imobiliária no Brasil, assim como, não vê perda generalizada do valor dos imóveis

Assim, registrou a imprensa:

Fonte: Revista Isto é, 01-06-2017

http://istoe.com.br/bc-nao-ve-bolha-nem-perda-generalizada-do-valor-de-imoveis-no-pais/

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"O chefe do Departamento de Monitoramento do Sistema Financeiro (Desig) do Banco Central, Gilneu Vivan, afirmou nesta quinta-feira, 1, que no Brasil não existe atualmente situação de bolha imobiliária, nem processo de perda generalizada do valor de imóveis residenciais. Conforme os números apresentados hoje pelo BC, o valor mediano de todos os imóveis financiados no País no trimestre encerrado em março foi de R$ 160 mil."

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No dia 17-02-2017, publiquei um artigo meu nesse espaço cujo título era: 

"O Banco Central me diz que os Preços dos Imóveis Já Estão em Colapso"

http://pracompraroupravender.blogspot.com.br/2017/02/o-banco-central-me-diz-que-os-valores.html

Qual era a essência do artigo ?

Era destacar a queda de aproximadamente 18% do IVG-R, o mesmo índice que agora o Banco Central modifica

Vejam um trecho do artigo:

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"O índice IVG-R mostra uma queda nominal de aproximadamente 18% de set-2014 até nov-2016.

Mais.... é possível perceber que a velocidade de queda de 2015 para 2016 aumentou sobremaneira. Até meados de 2015, o índice caía a uma velocidade aproximada inferior a 0,5% a cada mês. De final de 2015 para o final de 2016, o índice cai a uma velocidade aproximada média superior a 1% mensal. (no final do texto, disponibilizo os números numa tabela)

Não podemos classificar essa dinâmica de queda do IVG-R como "normal"; a velocidade de queda acima de 1% a cada mês ao longo de praticamente 1 ano é suficiente para não ignorarmos um fato; os valores dos imóveis não estão caindo, estão em colapso."


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O Gráfico que refletia tal queda pode ser visto abaixo, isto é, uma queda de 540,70 em set-2014 até 444,90,registrado pelo BC em nov-2015

Fonte: Banco Central do Brasil


Bem.....

E, agora, o que aconteceu com o novo IVG-R ?

Com a nova metodologia anunciada pelo Banco Central do Brasil, o IVG-R passa a apresentar uma queda de 5,1% do topo atingido em jan-2015 até mar-2017, último dado compilado

Ou seja, antes, um colapso de 18%; agora, uma queda de 5,1%

Todos nós poderíamos ir para casa contentes, tranquilos e felizes, já que não temos em que nos preocupar. 

Não temos mais uma bolha imobiliária; aliás, nunca a tivemos, Muito menos, o estouro dela.

Agora, os preços dos imóveis cairam apenas 5%. Tudo normal

Não é bem assim......se olharmos a história, e aqui, uma história recente, pra lá de recente, a dinâmica não nos leva a nenhum quadro tranquilo, nada tranquilo....

Comecemos pelo óbvio.

Apresentemos 2 economias em absoluto colapso nos últimos 6-7 anos.

Não....não é o Brasil......Grécia e Chipre....economias não muito grandes, tampouco, muito sofisticadas, mas que nos servem para "início de conversa"

Abaixo, o quadro de evolução do PIB e dos valores dos imóveis em paralelo
PIB em colapso, valores dos imóveis acompanham e colapsam também

O PIB da Grécia cai 26% de 2008 a 2015.....
Valores dos imóveis caem aproximadamente 42% no mesmo período (gráfico colado ao lado da tabela)

Fonte: www.tradingeconomics.com, www.globalpropertyguide.com e www.countryeconomic.com


O PIB do Chipre cai 9% de 2008 a 2015.....
Valores dos imóveis caem aproximadamente 29% no mesmo período (gráfico colado ao lado da tabela)

Fonte: www.tradingeconomics.com, www.globalpropertyguide.com e www.countryeconomic.com




Bem.....então tudo se resume ao PIB.....Enquanto o PIB vai bem, imóveis também.

Tentador estabelecer tal correlação, porém, uma análise mais cuidadosa nos leva a outras direções.

Os 2 casos acima não guardam apenas semelhanças na evolução do PIB de 2008 a 2015.
Ambos os países têm como moeda, o EURO

Olhemos para fora da "Zona do Euro" então.

Abaixo, 4 países que não carregam o "EURO" como moeda: Croácia, Bulgária, Romênia e Polônia, respectivamente com suas moedas, "Kuna Croata", LEV Búlgaro", "LEI Romeno" e "Zlot Polonês"

A Croácia representa o único país entre os 4 que apresentou um colapso em sua economia no mesmo período 2008-2015, uma perda de 11% de seu Produto Interno Bruto

Os países restantes, embora tenham sido fortemente impactados pela Crise Americana de 2008, engataram boas recuperações em seguida, até mesmo diante da Crise Européia 2011-2012


O PIB da Croácia cai 11% de 2008 a 2015.....
Valores dos imóveis caem aproximadamente 19% no mesmo período (gráfico colado ao lado da tabela)

Fonte: www.tradingeconomics.com, www.globalpropertyguide.com e www.countryeconomic.com




O PIB da Bulgária sobe 5,3% de 2008 a 2015.....
Valores dos imóveis caem aproximadamente 35% no mesmo período (gráfico colado ao lado da tabela)


Fonte: www.tradingeconomics.com, www.globalpropertyguide.com e www.countryeconomic.com




O PIB da Romênia sobe 5,5% de 2008 a 2015.....
Valores dos imóveis caem aproximadamente 55% no mesmo período (gráfico colado ao lado da tabela)

Fonte: www.tradingeconomics.com, www.globalpropertyguide.com e www.countryeconomic.com




O PIB da Polônia sobe 23,6% de 2008 a 2015.....
Valores dos imóveis caem aproximadamente 15% no mesmo período (gráfico colado ao lado da tabela)

Fonte: www.tradingeconomics.com, www.globalpropertyguide.com e www.countryeconomic.com





Ora.....

Alguma coisa "não bate", não é ?

Voltem os olhos para os 3 últimos países....Bulgária, Romênia e Polônia.

Os 3 países se sairam muito bem após 2008; Bulgária e Romênia chegaram a cair forte em 2009, mas se recuperaram; a Polônia não só como não cai em 2009, como embala um crescimento invejável, acumulando no período 2008-2015 um crescimento de 23,6%

A despeito dos ótimos desempenhos, os valores dos imóveis cairam !

A Polônia, mesmo com o crescimento fabuloso de 23,6%, apresentou uma queda de 15% aproximadamente nos valores dos imóveis.

O quadro coloca sérias dúvidas sobre a correlação direta "PIB x Valor do imóvel".

Curioso, pois um estudo do BIS (Banco de Compensações Internacionais) de 2002, e por mim levantado aqui há alguns meses em artigo relacionado a "bolha imobiliária", sinalizava para o PIB como um "tripé" de sustentação dos "preços dos imóveis".

O estudo também embutia no "tripé" mais 2 variáveis: Juros e "Desempenho da Bolsa de Valores".

Então, coloquemos as 2 variáveis abaixo correlacionando-as a todos esses 4 países acima, Croácia, Bulgária, Romênia e Polônia

O primeiro gráfico de cada país destacado abaixo sempre corresponde a "Taxa de juros", ou seja, a "taxa Selic" de cada país mencionado

O Segundo gráfico corresponde ao principal índice de ações de cada país.

O Estudo do BIS sinalizava que taxas de juros em queda e ações em alta tendiam a impactar positivamente nos preços dos imóveis

Não é isso que vemos abaixo. 

Todos os 4 países mostram tendência clara de queda das taxas de juros no período 2008-2015, períodos destacados.
Embora os índices de ações não apontem para grandes saltos, é inegável que todos apresetam boas recuperações pós 2008; talvez a exceção seja a Croácia, que estaciona numa "longa congestão"

Resumidamente, as quedas das taxas de juros e razoável desempenho das ações não ajudaram no desempenho dos preços dos imóveis, como vimos acima. Afinal, tivemos quedas de 19%, 35%, 55% e 15% para Croácia, Bulgária, Romênia e Polônia, respectivamente

Fonte: www.tradingeconomics.com, www.globalpropertyguide.com e www.countryeconomic.com




O objetivo do trabalho em curso não é descobrir a resposta exata, correta, que identifique o que de fato impacta nos preços dos imóveis; 

O que apresentamos até então, é um buraco enorme na predisposição inicial de ancorar uma variável em outra, isto é, estabelecer uma relação direta entre PIB, Juros e Ações e a evolução dos preços dos imóveis.

Por outro lado, começamos a encontrar novas peças, formar um novo quadro quando olhamos para o câmbio de cada país.

Continuemos a deixar de lado Grécia e Chipre, ambos com quedas expressivas em seus "PIB's" e ancorados em moedas mais fortes, o EURO

Foquemos nos outros 4 países, Croácia, Bulgária, Romênia e Polônia

Acompanhem a evolução do dólar frente a suas moedas, "Kuna Croata", LEV Búlgaro", "LEI Romeno" e "Zlot Polonês", respectivamente.

Em todos os 4 países, o dólar apresenta um expressivo aumento frente a cada moeda no período 2008-2015.

No quadro abaixo, a evolução dos preços dos imóveis e de suas moedas

É clara  a correlação "moeda" com "valores dos imóveis"

Enquanto o dólar ganha força em relação a cada moeda, ou em outras palavras, enquanto cada moeda perde força, os valores dos imóveis apresentam uma tendência clara de queda

Fonte: www.tradingeconomics.com, www.globalpropertyguide.com e www.countryeconomic.com





Para Grécia e Chipre, enquadradas logo no início separadamente, a correlação "moeda" e "valor dos imóveis" acompanha a correlação de Croácia, Bulgária, Romênia e Polônia destacada anteriormente

Vejam abaixo que, à medida que o "DÓLAR" ganha força diante do "EURO" no período 2008-2015, os preços dos imóveis, os 2 primeiros gráficos, caem no período 2008-2015

Portanto, também os países pertencentes a "Zona do Euro", explicitam uma forte correlação "dólar x preços dos imóveis"

Fonte: www.tradingeconomics.com, www.globalpropertyguide.com e www.countryeconomic.com



E o Brasil nisso tudo ?

Queda forte no PIB e força do dólar ?
Não.....não nos precipitemos...

O PIB do Brasil sobe 13,3% de 2008 a 2015.....mesmo com a queda de 3,8% do PIB de 2015

Valores dos imóveis sobem aproximadamente  170% no mesmo período; aqui, considerando o primeiro gráfico a súa direita, gráfico IVG-R compilado pelo Banco Central (nova metodologia).....caso utilizemos o FIPEZAP, a alta é ainda maior, de aproximadamente 230% (gráficos colados ao lado da tabela)

Fonte: www.tradingeconomics.com, www.globalpropertyguide.com, www.countryeconomic.com e Banco Central do Brasil




Vamos enriquecer o debate em torno do Brasil,e situá-lo diante de outras 2 economias classificadas como "emergentes", Rússia e China


O PIB da Rússia sobe 2,8% de 2008 a 2015.....
Valores dos imóveis ficam estáveis no mesmo período (gráfico colado ao lado da tabela)




Fonte: www.tradingeconomics.com, www.globalpropertyguide.com e www.countryeconomic.com



O PIB da China sobe 76% de 2008 a 2015.....
Valores dos imóveis sobem aproximadamente 25% no mesmo período (gráfico colado ao lado da tabela)


Fonte: www.tradingeconomics.com, www.globalpropertyguide.com e www.countryeconomic.com



Vamos trazer as moedas para cada país ?

Cá estamos.......abaixo, os 3 gráficos dos "valores dos imóveis" associados às moedas de cada país

Assim, temos a seguinte configuração.

Dólar, assim como diante das moedas da Grécia, Chipre, Croácia, Bulgária, Romênia e Polônia, também ganha muita força diante do "Real brasileiro" e "Rublo Russo" no período 2008-2015

No caso da China, por questões de uma política cambial "mais centralizada e menos flutuante", a força somente acontece a partir de 2014

Fonte: www.tradingeconomics.com, www.globalpropertyguide.com e www.countryeconomic.com




Assim, temos os 3 países emergentes que, a despeito de fortes reversões nos últimos 2 anos para Brasil e Rússia, Brasil principalmente, mantém seus preços dos imóveis praticamente inalterados.

Brasil, pela nova metodologia do IVG-R, com uma queda de 5%

E a pergunta óbvia:

Por que a força do dólar não provocou queda acentuada nos preços dos imóveis de Brasil , Rússia e China, assim como, "em minha tese", provocou em Grécia, Chipre, Croácia, Bulgária, Romênia e Polônia ?

Primeiro porque, embora o PIB não seja determinante dentro do contexto aqui apresentado, todos os países navegaram em dinâmicas distintas no que tange a essa variável.


Segundo, e principalmente, porque acima estabeleci uma espécie de "pegadinha"

Grécia, Chipre, Croácia, Bulgária, Romênia e Polônia começaram a apresentar reversões na tendência dos "preços dos imóveis" praticamente ao mesmo tempo, isto é, a partir de 2008.

Os países emergentes, não.

E o que pode tê-los retardado ?

A hipótese mais razoável parece nos levar para a "bolha de commodities", principalmente quando falamos de Brasil e Rússia

Abaixo, 3 gráficos que espelham o "universo das commodities", os preços do barril de petróleo, do minério de ferro e o gráfico do "CRB Commodities"

Barril de petróleo, semanal, período 12 anos




Minério de ferro, semanal, período 10 anos 
Fonte: indexmundi.com


CRB Commodities, semanal, período 12 anos 





Mais...

O que dá pra notar abaixo é que, olhados em conjunto, Grécia, Chipre, Croácia, Bulgária, Romênia e Polônia parecem ter atingido "o fundo do poço" nos preços dos imóveis após aproximadamente 6-8 anos. Grécia e Chipre, justamente os 2 países da "Zona do Euro", ainda sinalizam fortes dúvidas quanto a reversões.

Dos 3 países emergentes aqui lançados, Brasil, Rússia e China, o Brasil é o caso que apresenta um sinal de reversão mais claro, reversão essa registrada em jan-2015, quando o IVG-R atingiu 548,2 pontos. 


Da esquerda pra direita em ordem, Índices de preços de imóveis da Croácia, Bulgária, Romênia, Polônia, Grécia e Chipre


Fonte: www.tradingeconomics.com, www.globalpropertyguide.com e www.countryeconomic.com


Da esquerda pra direita em ordem, Índices de preços de imóveis do Brasil (os 2 primeiros , FIPEZAP e IVG-R), Rússia e China




Fonte: www.tradingeconomics.com, www.globalpropertyguide.com, www.countryeconomic.com e Banco Central do Brasil


A menor queda nos "preços dos imóveis" registrada entre os 9 países listados no período de 7 anos ocorreu com a Polônia, queda de 15% aproximadamente, mesmo com uma alta no PIB de 23%

A maior queda ficou com a Bulgária, queda de 55%, mesmo com uma alta no PIB de 5% aproximadamente.

Aprofundar mais ainda os estudo nessas poucas linhas torna o trabalho cansativo e talvez não tão objetivo para o propósito do texto. Cruzar as inúmeras altas nos preços dos imóveis com as inúmeras variáveis listadas, assim como novas observações, ficam de fora.

No entanto, fica a luz lançada para quem acompanha essa nova fase da "bolha imobiliária brasileira"

Diante do que foi exposto acima, difícil imaginar uma queda amena nos preços dos imóveis no Brasil, preços esses cuja alta nos últimos 7-8-9 anos superou nos indices oficiais o patamar de 170%; vimos casos não desprezíveis em regiões como RJ-SP em que tivemos altas de 400%-500%

A reversão no Brasil começou em janeiro de 2015; como destacado, se olharmos para quadros semelhantes, a dinâmica de queda tende a terminar por volta de 7-8 anos; sempre numa ótica otimista

Mesmo que o PIB se recupere nos próximos meses, não se animem. Voltem aos números acima.
Não tentem nem trazer o "crédito" para a mesa. Em tese, o "crédito" vem com uma melhora no PIB. 

E, como vimos acima, países que voltaram a engatar uma dinâmica positiva no PIB, não estoparam a inércia de queda nos preços dos imóveis; numa perspectiva positiva, podemos apenas conjecturar que o impacto é no longo prazo.

Portanto, PIB não garante melhora nos preços dos imóveis, muito menos, elimina o colapso dos preços se os mesmos estão contaminados por todos os lados

Por ora, temos uma queda de 5% no preço dos imóveis pelo IVG-R, índice compilado pelo Banco Central, segunda a nova metodologia.

Temos a publicidade gritante de descontos de 30%-40% oferecidos por várias construtoras para inúmeros empreendimentos imobiliários espalhados pelo país; temos a divulgação de devoluções recordes de imóveis, temos a recente recuperação judicial de uma construtora que já foi uma das 2 maiores construtoras do país, a PDG

Temos um longo caminho pela frente, um cenário ainda recheado de clara reversão na política monetária americana, pressão no câmbio, instabilidade política e fragilidade na teia social brasileira.

Ninguém vai dizer pra você que temos um "estouro da bolha imobiliária" em curso; muito menos o Banco Central.

Imagine o Banco Central pedindo coletiva para dizer

"Sim, nós temos um "estouro da Bolha Imobiliária" em curso".

Na verdade, na altura do campeonato, não é isso que mais me preocupa.

É, em que medida isso afetará inúmeras outras questões e variáveis.

Ainda temos muitas linhas a escrever







sexta-feira, 16 de junho de 2017

PETR4 confirma a perda no fechamento semanal da faixa-fundo de 2008 de 12,80 e agora olha pra 12,00, depois 10,00 e 8,00.....situação delicada para PETR4 nesse momento

PETR4  confirma a perda no fechamento semanal da faixa-fundo de 2008 de 12,80 e agora olha pra 12,00, depois 10,00 e 8,00.....situação delicada para PETR4 nesse momento

Fechamento hoje em 12,28

PETR4, Diário, escala logarítmica






quinta-feira, 15 de junho de 2017

O Principal índice de ações da Rússia, que aqui começamos a monitorá-lo há 3 meses, para nos servir de mais um barômetro para o Bovespa, fechou ontem com um outro pivot de baixa, e abriu hoje já em nova queda forte....opera nesse momento em queda de 2,25%

O Principal índice de ações da Rússia, que aqui começamos a monitorá-lo há 3 meses, para nos servir de mais um barômetro para o Bovespa, fechou ontem com um outro pivot de baixa, e abriu hoje já em nova queda forte....opera nesse momento em queda de 2,25%

Agora , em 1.792 pontos.....na mínima , ainda foi aos 1.774, com queda superior a 3%

Vejam abaixo em primeiro plano o gráfico mais longo e os pivots sendo perdidos.....

O segundo , período 1 ano e meio


MICEX, Diário




MICEX, Diário, período 1 ano e meio









Dias decisivos para o "início do crash do Bovespa" - Parte 2.....VALE5 fecha praticamente "em cima" de LTA de 1 ano......ADR VALE em Nova York confirma a perda da LTA de 1 ano

Dias decisivos para o "início do crash do Bovespa" - Parte 2.....

VALE5 fecha praticamente "em cima" de LTA de 1 ano

Ontem , fechou em 24,41 (abaixo está o fechamento do "After-Market")

LTA passando hoje em 24,30, que também é faixa-suporte fundamental......

MA50 em linha amarela abaixo ainda não cruzada pra baixo sobre a MA200, no tempo diário

ADR VALE em Nova York confirma a perda da LTA de 1 ano, como destacado no segundo gráfico abaixo

Diferente da PETR4, a "faixa-crash" ainda está ligeiramente longe; seria ali na faixa 20,50-21,00.....

No entanto, se perdida essa LTA, me parece razoável admitir que o papel buscará essa faixa, terá um repique forte, mas , no médio-longo prazo, não terá condições de segurá-lo.

Resistência a ser rompida para tentarmos eliminar o quadro nebuloso-negativo passa a ser 27,50

Tempo ? Talvez alguns 12-18 meses

VALE5, diário, escala logarítmica



ADR VALE, Semanal, escala logarítmica









Dias decisivos para o "início do crash do Bovespa" - Parte 1...PETR4 fecha "abaixo do fundo de 2008", faixa fundamental de 12,80....ADR Petrobrás em Nova York fecha "em cima" de faixa fundamental de 8,20-8,30

Bovespa vai se dirigindo rumo ao "muro do crash"

Vários papéis importantes do índice vão acumulando quadros delicados, perigosos, dirigindo-se para regiões abaixo de níveis fundamentais

Abaixo, 1 desses papéis

PETR4

PETR3 já tinha se dirigido para níveis abaixo do fundo de 2008, quando registramos aqui.

PETR3 já tinha sua MA50 cruzada pra baixo sobre a MA200 no tempo diário

Dias depois, foi a vez da PETR4, quando aqui também registramos

Ontem, .PETR4 fechou em 12,62 (abaixo está com o fechamento do "after market")....

Portanto,  "abaixo do fundo de 2008", faixa fundamental de 12,80....

Mais....ADR Petrobrás em Nova York fechou em 8,29.... "em cima" de faixa fundamental de 8,20-8,30

Daqui pra baixo, não tem mais volta para ambos os papéis....

PETR4 deve se dirigir à faixa de 10,00 e 8,10, com alguma parada na faixa de 12,00


PETR4, Diário, escala logarítmica




ADR PETROBRÁS em Nva York, Diário, escala logarítmica





ADR PETROBRÁS em Nva York, Diário, escala logarítmica, período 10 anos









segunda-feira, 12 de junho de 2017

CRB Commodities anda novamente no "limite do limite" da faixa perigosa de 175-176, ao fechar no dia de hoje em 175,93

CRB Commodities anda novamente no "limite do limite" da faixa perigosa de 175-176, ao fechar no dia de hoje em 175,93
CRB, diário



CRB, SEMANAL






Tensão à vista.....índice "BZQ", o Hedge do Bovespa operado pelos estrangeiros, toca a faixa de 15,00 no intraday e fecha "em cima" da faixa fundamental de 14,80...se rompida, pode definir uma queda muito mais profunda do Bovespa no médio-longo prazo

Tensão à vista.....índice "BZQ", o Hedge do Bovespa operado pelos estrangeiros, toca a faixa de 15,00 no intraday e fecha "em cima" da faixa fundamental de 14,80...se rompida, pode definir uma queda muito mais profunda do Bovespa no médio-longo prazo

Fechamento em 14,69


BZQ, Diário, escala logarítmica








Índice "IMAT" (Índice de materiais básicos), com forte peso de VALE e Siderúrgicas, depois de ir na faixa de 1.890 nos últimos 10 dias, não se sustenta e volta a fechar hoje abaixo da importantissima faixa de 1.800 pontos

Índice "IMAT" (Índice de materiais básicos), com forte peso de VALE e Siderúrgicas, depois de ir na faixa de 1.890 nos últimos 10 dias, não se sustenta e volta a fechar hoje abaixo da importantissima faixa de 1.800 pontos

Fechamento hoje em 1.794 pontos

IMAT, Diário